“Empresário zera a conta de luz ao usar energia solar”

Conseguir reduzir o consumo de energia a praticamente zero e ainda ajudar o meio ambiente é uma realidade nos dias de hoje. Apesar de impressionante, não se trata de truques de mágica, nem de burlar o sistema de cobrança. Isso é possível em casas que utilizam painéis solares para captação de energia.

O comerciante João Ferreira Júnior, 53 anos, é um dos exemplos de que a energia solar faz bem tanto para o bolso quanto para o planeta. Ele recorreu às instalações fotovoltaicas há cerca de dois anos. Na época, a família formada por quatro pessoas gastava em média R$ 550,00 por mês de eletricidade. “Logo no primeiro mês, conseguimos reduzir o valor da cobrança de energia para apenas R$ 63, que é a cobrança mínima pela taxa de manutenção do serviço trifásico”, explica Júnior.

João conta que a experiência foi tão boa que a família se deu ao luxo de climatizar a casa inteira. Depois de instalar aparelhos de ar-condicionado e construir uma sauna, o consumo de energia voltou a subir. “Em casa, estávamos gastando cerca de R$ 1 mil por mês, então decidimos instalar mais 8 painéis solares,” contou. Agora, com 16 painéis, a família Ferreira voltou a reduzir a cobrança para o valor mínimo.

Para Arthur Santini, diretor da Ecori Energia Solar, cada vez mais pessoas estão recorrendo ao uso de placas fotovoltaicas nas residências. Um dos principais motivos é o fato de a energia solar ser uma energia limpa e renovável, que não ataca o meio ambiente. Atualmente, Rio Preto é a terceira cidade do Estado com mais instalações por número de habitantes, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Um dos motivos do aumento pela procura por esse tipo de serviço é a facilidade proposta pelo governo. “Hoje os sistemas de captação de energia solar possuem isenções, que baratearam o preço e, além disso, o consumidor tem a possibilidade de financiar o aparelho e dividir em parcelas.”

Santini explica que uma família que gasta em média R$ 150,00 pode “zerar” a cobrança de energia investindo entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. “Famílias que gastam esse valor conseguem reduzir a cobrança com pouco investimento e, além disso, conseguem recuperar o valor pago em até 5 anos.”.

Dicas para economizar

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) disponibiliza no site da empresa uma cartilha com dicas e orientações de como diminuir o valor da energia elétrica. De acordo com o gerente de operações de campo da CPFL Energia, Clauber de Marchi Pazin, atitudes simples podem fazer a diferença na conta de energia.

Pazin aponta para os piores vilões da conta de energia. “O chuveiro representa 25% do consumo de uma residência, em seguida a geladeira e o ar-condicionado. Estes são os aparelhos que são responsáveis por aproximadamente 50% do consumo total de uma residência,” explica.

“O consumo consciente de energia elétrica deve ser levado em consideração em todos os momentos do ano. Para isso, é necessário que haja uso racional de eletrodomésticos aliado à escolha por equipamentos com melhor eficiência energética”, finaliza

Fonte: diariodaregiao

“Energia Solar é a aposta para equipamentos de irrigação.”

Pivôs funcionando 24 horas na fazenda sem estarem conectados à energia elétrica e novas tecnologias para controle e gestão do processo são algumas das soluções apresentadas na Agrishow, em Ribeirão Preto, por empresas fabricantes de equipamentos de irrigação.

O sistema integrado, que envolve energia gerada por painéis fotovoltaicos quando há luminosidade e por biomassanos intervalos sem luz, está sendo desenvolvida pela Fockink, empresa gaúcha há 76 anos no mercado, que participa da feira desde a primeira edição, em 1994.

O sistema foi criado dentro da empresa de 800 funcionários, que tem 25 engenheiros trabalhando apenas com projetos de inovação. Os primeiros equipamentos integrados devem ser instalados no segundo semestre em fazendas do Mato Grosso.

A vedete da Fockink, empresa 100% nacional, no entanto, é um novo pivô com movimento contínuo, com mais vida útil e eficiencia enegética, utilizável em áreas de 3 a 250 hectares. “O equipamento gera uma economia de 50% em energia”, garante Oscar Strucker, gerente de marketing.

Pelo menos 15% dos negócios fechados pela marca no ano nascem na Agrishow, considerada a principal vitrine para a empresa que participa também de outras 10 feiras agrícolas por ano. Segundo Oscar, o produtor geralmente estuda dois ou três anos antes de colocar o primeiro pivô na fazenda. “O custo benefício é tão alto que, já no ano seguinte, ele volta com o mapa de sua área perguntando onde consegue instalar mais pivôs.”

A novidade em controle e gestão do processo de irrigação é o destaque do estande da Netafim, empresa de Israel fundada em 1965 e que atua em mais de 110 países, com soluções de irrigação por gotejamento ou aspersão. O equipamento NetBeat, lançamento global, recebe os dados enviados pelos sensores instalados no campo, transforma em sinais de rádio e envia para a nuvem, onde estão também os dados agronômicos sobre irrigação disponibilizados pela Netafim.

Irrigação Solar

Segundo Danilo Silva, gerente de distribuição, com o NetBeat o produtor terá em mãos todos os dados necessários para programar a irrigação ou gerenciar a aplicação pelo celular ou computador. O equipamento será comercializado a partir do próximo semestre.

A Irrigabras, empresa de Barueri que vende pivô central há mais de 30 anos, aposta na eficiência e alta resistência de seus equipamentos para conquistar o cliente na feira. O equipamento também pode ser controlado à distância por internet.

fonte: ambienteenergia

“Projeto Cinesolar leva o cinema a comunidades do Brasil”

O projeto Cinesolar utiliza energia limpa e renovável para exibições de filmes através de uma van equipada com placas solares que possibilitam, através de um sistema conversor de energia solar para elétrica, a exibição de filmes e apresentações artísticas. As comunidades no município de São João do Piauí receberam as exibições de filmes unindo arte e sustentabilidade.

Dentro da van há 100 assentos para o público, telão com metragem de 200 polegadas, sistema de projeção e som e até um estúdio de gravação. Quando chegam aos locais de apresentação, os equipamentos são retirados do veículo e o cinema é montado em lugares como praças públicas e quadras esportivas. A equipe do Cinesolar oferece pipoca gratuita, para que o público tenha uma experiência agradável e o mais parecido possível com o cinema tradicional.

O Cinesolar é a primeira iniciativa de cinema ”móvel” que funciona através de energia renovável, levando cultura para as comunidades e preservando o meio ambiente. O projeto conta também com o apoio do Solar World Cinema e da fundação Holandesa Doen, promotora da sustentabilidade, cultura e inovação social. Todas as sessões do Cinesolar têm a compensação de carbono em uma área de reflorestamento no interior de São Paulo.

O projeto faz parte das ações de sustentabilidade, meio ambiente e relacionamento da EGP. Segundo Márcia Massotti, diretora de Sustentabilidade da Enel no Brasil, esta é uma iniciativa inovadora e importante para que a energia solar fotovoltaica seja cada vez mais percebida como fonte de geração de valor para as pessoas. O Cinesolar é mais uma demonstração de como as fontes renováveis de energia podem impactar de forma positiva a vida das pessoas.

Cynthia Alario, idealizadora e coordenadora do projeto, afirma o quanto é interessante se beneficiar no campo do entretenimento, das artes e da cultura. Além de popularizar o acesso à produção audiovisual nacional, trabalhar com ações sustentáveis multiplicam a conscientização ambiental e mostra a força que a energia solar tem no país e no mundo! O Brasil tem um incrível potencial em energias renováveis.

Desde o início do funcionamento, o Cinesolar, em seus circuitos, realizou 412 sessões e 119 oficinas em 227 cidades de todo o país, ultrapassando 69 mil espectadores. A economia de energia elétrica chega a 306.900 watts, o que equivale a mais de cinco mil horas de uma televisão de 20 polegadas ligada ininterruptamente. Cidades de Taquarituba, Tejupá, São Miguel Arcanjo, Itapetininga e Alambari também receberão o projeto.

O projeto também possui sua versão para crianças, o Cinesolarzinho, onde são exibidas duas programações de curtas metragens infantis, com cerca de uma hora cada, para toda a família. Durante os eventos acontece a Eco Estúdio Solar, uma exposição tecnológica sustentável, onde infográficos e monitores mostram informações sobre os princípios básicos da energia solar e produtos de sustentabilidade e tecnologias renováveis.

Fonte: Portal Solar

“Energia solar fotovoltaica atinge marca histórica no Brasil”

País possui atualmente 27.803 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, Bahia ocupa 11ª colocação em ranking

O Brasil atingiu recentemente a marca histórica de 250 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural. A informação foi divulgada na tarde de segunda-feira (13/5) pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Em números de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista da microgeração distribuída, representando 77,4% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de Comércio e Serviços (16%), consumidores rurais (3,2%), indústrias (2,4%), poder público (0,8%) e outros tipos, como serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,03%).

Em potência, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 42,8% da potência instalada no País, seguidos de perto por consumidores residenciais (39,1%), indústrias (8,1%), consumidores rurais (5,6%), poder público (3,7%) e outros tipos, como iluminação pública (0,03%), e serviços públicos (0,6%).

Ainda de acordo com a Absolar, o Brasil possui hoje 27.803 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 32.924 unidades consumidoras, somando mais de R$ 1,9 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do País.

Otimismo

O presidente-executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, comemorou o resultado recém-anunciado.

“Celebramos com otimismo este passo histórico para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, com a certeza de que teremos um forte crescimento do setor nos próximos anos e décadas. O Brasil possui mais de 82 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população, das empresas e também dos gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e estacionamentos para gerar energia renovável localmente, economizando dinheiro e contribuindo na prática para a construção de um país mais sustentável e com mais empregos renováveis locais e qualificados”.

Sauaia ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por três fatores principais: a forte redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica ao longo da última década; o forte aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros, que saltaram em média 499% desde 2012, segundo dados do Ministério de Minas e Energia; e o aumento no protagonismo e na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores, cada vez mais dispostos a economizar dinheiro ajudando, simultaneamente, a preservação do meio ambiente.

Ranking

Para acompanhar de perto a evolução da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica nos estados brasileiros, a entidade desenvolveu um Ranking Nacional Solar Fotovoltaico, que compara as potências instaladas em cada unidade da Federação.

Atualmente, o Estado de Minas Gerais lidera o ranking nacional, com 22,9% da potência instalada no País, seguido pelo Rio Grande do Sul (13,9%), São Paulo (13,5%), Ceará (5,9%) e Santa Catarina (5,9%). A Bahia aparece na 11ª colocação, com 6 MW de potência instalada (2,38%).

Fonte: Correio 24Horas

“Na Califórnia, energia solar passa a ser obrigatória em imóveis novos”

“Nova medida vai valer para imóveis que serão construídos a partir de 2020 e economizar até 80 dólares por mês na conta de luz dos moradores”

A Califórnia se tornou o primeiro estado norte-americano a tornar obrigatória a instalação de paineis de energia solar em todos os imóveis novos. A legislação vai valer para todas as edificações que serão construídas a partir de 2020.

Em média, a medida, que visa combater o aquecimento global e limitar a emissão dos gases usados nas usinas geotérmicas, deve encarecer os preços das residências em cerca de 10 mil dólares (R$ 35,9 mil). Mas, segundo uma nota da porta-voz da Comissão de Energia do estado, Amber Beck, a economia de energia nessas unidades será ainda maior.

“Para proprietários de residências, baseados nos valores de hipotecas por 30 anos, estimamos que as placas vão aumentar as mensalidades em cerca de 40 dólares (cerca de R$ 143) por mês, mas ao mesmo tempo os consumidores vão economizar 80 dólares (cerca de R$ 287) em luz, aquecimento e ar condicionado”, informava o comunicado.

Segundo a nota, ao longo de 30 anos a economia na conta de luz deverá ser de até 19 mil dólares (R$ 68,3 mil) para os proprietários.

Ainda de acordo com a Comissão de Energia da Califórnia, a medida deve reduzir 700 mil toneladas brutas de gás carbônico em três anos, o equivalente a tirar 115 mil carros das ruas.

 

Fonte: Portal R7

Pesquisadores criam “vidro smart” capaz de converter calor em eletricidade

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley descobriu um novo material que poderá eventualmente ser utilizado para transformar calor em energia elétrica. O material é um tipo de perovskite sintético que, inicialmente, foi concebido apenas para funcionar como um “vidro inteligente”, capaz de mudar de cor e opacidade conforme a incidência de raios solares. Durante testes, os pesquisadores descobriram que poderiam utilizar o material para transformar o calor da luz solar em eletricidade e mantar a características de mudança de fase do vidro intacta.
Dessa forma, essa perovskite não apenas serve para impedir que muita luz e calor do sol entre dentro de um edifício por suas janelas, por exemplo, mas também ajuda a gerar eletricidade conforme é aquecido. Um artigo científico detalhando a descoberta foi publicado na revista Nature.

 

 

 

 

 

Por enquanto, entretanto, essa perovskite só consegue converter 7% da energia que recebe em forma de calor para eletricidade e a uma temperatura de 100 °C, o que o torna inviável para uso comercial. Também há limitações quanto às cores do vidro quando ele recebe calor. No momento, o material só consegue sair do transparente para laranja, marrom ou vermelho, o que limita suas aplicações arquitetônicas e também em veículos, ou mesmo casas.
O objetivo dos pesquisadores agora é melhorar a tecnologia para que ela comece a produzir eletricidade a partir de 50 °C ou 60 °C, o que já seria útil em regiões quentes, uma vez que a temperatura da superfície de uma janela em um prédio comercial pode chegar a esses valores sem muita dificuldade em um dia de sol. Novas cores também estão sendo estudadas.
Apesar disso, não existem previsões para quando ou se essa tecnologia um dia se tornará comercialmente viável. No caso da geração de eletricidade, estima-se que seria necessário converter pelo menos 10% da energia incidente.

Fonte: TECMUNDO

“Aneel Mantém Valores do Sistema de Bandeira Tarifária, Mês de Maio Já Terá Aumento da Bandeira Amarela”

Conforme anúncio feito na terça-feira, dia 24/4, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) irá manter os valores atualmente praticados em seu sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz.

Isso significa que, para cada 100 kWh consumidos, os brasileiros continuarão pagando os adicionais R$ 1,00 (bandeira Amarela), R$ 3,00 (Vermelha – Patamar 1) e R$ 5,00 (Vermelha – Patamar 2).

É válido lembrar, entretanto, que essa tabela de valores mantida havia sido atualizada de forma excepcional em novembro do ano passado, quando os reservatórios das hidrelétricas do todo país atingiam níveis nunca antes vistos.

Criado pela Aneel em 2015, esse sistema foi a forma encontrada de recompor os gastos extras com a utilização de energia gerada por meio de usinas termelétricas, mais cara do que a de hidrelétricas.

Funciona assim: em períodos de pouca chuva, por exemplo, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país, são acionadas as bandeiras, amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Devido aos períodos de chuva, de janeiro até abril deste ano os consumidores estavam isentos de cobrança adicional, quando então vingava a bandeira verde, porém em Maio os consumidores já devem se preparar para a nova bandeira em vigor: amarela.

Além de manter os valores das bandeiras, a Aneel também anunciou mudanças nas regras para o seu acionamento, o que fará com que elas fiquem mais condizentes com os níveis dos reservatórios e a real situação do setor elétrico.

Isso, embora passa parecer benéfico, na verdade deverá pesar no bolso do consumidor, uma vez que deverá aumentar a quantidade de vezes em que a bandeira vermelha é acionada.

De acordo com uma simulação feita por técnicos da própria Aneel, caso essas novas regras de acionamento estivessem válidas em 2017, os consumidores teriam pago bandeira vermelha durante todo o segundo semestre, ao invés dos dois meses em que esteve em vigor.

 

Fonte: Blog BlueSol

Energia da iluminação pública de Vitória (ES) virá de Energia Solar.

Vitória terá uma “usina” de geração de Energia Solar Fotovoltaica, que tem baixo custo de operação e manutenção e ainda traz economia para a cidade. A estrutura já está sendo montada na área de estacionamento da Praça do Papa, na Enseada do Suá.

Serão instaladas 540 placas solares em uma área de, aproximadamente, 1 mil metros quadrados, recebendo diretamente a incidência da luz solar. A energia solar gerada na região da Praça do Papa será usada para iluminar, principalmente, as luminárias da cidade.

A expectativa é de que o município economize 25 mil kWh, ou seja, cerca de R$ 100 mil por ano. A economia poderá ser revertida em redução da tarifa de iluminação pública ou em melhorias no sistema de iluminação da cidade. A previsão é de que a usina comece a operar até agosto deste ano.

O sistema fotovoltaico de geração de energia tem 4,77 kWp de potência instalada. A energia produzida na estrutura vai para a rede da EDP Escelsa.

Vamos gerar energia solar e ao mesmo tempo cobrir o estacionamento. Possivelmente, é a primeira usina no Estado. Essa é uma ação que já estamos trabalhando há algum tempo. Iremos gerar energia e economia. Estamos começando na cidade uma tendência mundial sem volta”, disse o prefeito Luciano Rezende.

fonte: Ambiente Energia

“Conta de Luz Mais Cara: Enquanto Salgado Reajuste das Distribuidoras Encarece Faturas, a Solução Fica Mais Viável”

Devido à secas e mau planejamento passados, reajuste tarifário periódico das distribuidoras deixará Conta de Luz Mais Cara para milhões de consumidores de energia do país em 2018. Enquanto isso, a solução que já livrou milhares de brasileiros desta cobrança fica mais barata e viável.
O quarto ciclo de revisão tarifária das distribuidoras feito pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) irá deixar, novamente, a conta de luz mais cara para os consumidores brasileiros em 2018.
Realizado para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das distribuidoras do país, este processo é realizado em intervalos de quatro anos e engloba os consumidores de quase todo o país.
O reajuste médio que foi praticado em distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, de 15%, ficou bem acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado para 2018, que é de (3,95%).
Segundo um estudo do Instituto Ilumina, no entanto, isso não é novidade e vem ocorrendo desde 1995, com a tarifa média nacional praticada subindo 50% a mais que o IPCA.
Nessa revisão periódica são levados em conta seis itens: encargos setoriais, custos de transmissão, custos de aquisição de energia, distribuição, componentes financeiros e a correção de reajustes anteriores.
A falta de chuva e o acionamento de usinas térmicas, mais caras do que as hidrelétricas, além da falta de planejamento do setor, foram os motivos alegados pela Aneel para esses reajustes que deixarão a conta de luz mais cara.
Quem mais irá sofrer com isso são os consumidores residenciais, atendidos em baixa tensão, que tiveram os maiores reajustes, como os atendidos pela CPFL Paulista, que tiveram reajuste de 20,17%, da Enel Rio (21,46%) e Cemig (22,73%).
E, enquanto dicas para economizar energia são dadas pelas próprias distribuidoras e órgãos do setor, consumidores antenados nas novas tecnologias têm apostado naquela que é a melhor solução para fugir dessa crise.
Economia de Dinheiro, Não de Energia.

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No entanto, energia é algo cada dia mais essencial em nossas vidas, então, se está cada vez mais caro comprar energia da rede elétrica, porque não produzir a própria energia?
Pois é exatamente isso o que milhares de consumidores têm feito por todo o Brasil, usando para isso a fonte energética mais abundante em nosso país: a luz do sol.
Através da instalação de placas solares no telhado, assim como outros equipamentos que compõem os chamados sistemas solares fotovoltaicos, é possível captar a energia proveniente da luz e transformá-la em energia elétrica.
E, como são conectados e funcionam em paralelo à rede elétrica, o consumidor que possui o sistema pode fazer a troca da energia gerada pela energia que consome da rede, dessa forma conseguindo economizar até 95% na conta de luz no fim do mês.
Mais de 26 mil unidades consumidoras em todo o país já participam desse sistema, chamado de compensação de energia elétrica e criado pela Aneel em sua resolução normativa 482, de 2012.
Essa regulamentação foi o que propiciou a expansão do segmento de geração distribuída no país, que é caracterizado pela geração de energia pelo próprio consumidor, próxima ao local de consumo ou neste mesmo.
Dessa forma, é possível ao consumidor ficar imune à essa inflação energética e, ainda, obter um retorno sobre o investimento mais rápido, pois este é diretamente influenciado sobre a tarifa de energia.
E, graças a forte disseminação da tecnologia e expansão da sua cadeia produtiva nacional, puxada também pelos projetos de usinas solares, os preços dos equipamentos tem apresentado uma depreciação anual que torna os sistemas cada vez mais acessíveis ao consumidor final.
Segundo estudo do segmento de geração solar distribuída feito pela Greener, os preços dos equipamentos para sistemas apresentaram queda média de 24% de 2016 para 2017, enquanto o serviço de mão de obra caiu 36% no mesmo período.
Além disso, outro fator que têm permitido a consumidores passarem a produzir sua energia pela solar são as linhas de financiamento específicas.
Recentemente o governo liberou um aporte inédito de R 3,2 bilhões para linhas de financiamento exclusivas para a implantação de sistemas fotovoltaicos, com juros mais baixos e prazos de carência e pagamento atrativos, permitindo muitas vezes ao consumidor pagar as parcelas com o valor economizado na conta de luz.
Uma vez que essa situação do setor elétrico nacional não apresenta sinais de melhoras, espera-se um número cada vez maior de consumidores transacionando para a geração própria.

Fonte: Portal Solar

“Como zerar a conta de luz e ainda compartilhar eletricidade”

Um programa de televisão chamou a atenção de Karsten Kaddat, um jovem eletricista do norte da Alemanha, no ano passado. Explicava que qualquer pessoa podia conseguir energia verde de graça para consumir em casa. Intrigado, Kaddat correu para o Google e acabou se somando à comunidade em que milhares de alemães compartilham a energia que produzem em suas casas com painéis solares. Quando acaba a eletricidade armazenada em suas baterias, o usuário retira da bolsa comum onde o restante cede o que sobra de sua produção. Desde janeiro deste ano a conta de eletricidade da família Kaddat é zero. “Quando conto a meus companheiros de trabalho que não pagamos nada pela eletricidade, ficam com a boca aberta”, ri Kaddat, com café na mão, em seu chalé perto da fronteira com a Polônia.

A comunidade energética de Kaddat é a prova de que a economia colaborativa alcançou o setor de energia elétrica, mas também que a digitalização e descentralização da energia são fenômenos imparáveis, ao menos na Alemanha. Converter os consumidores em produtores e provedores de energia e conectá-los para que compartilhem a energia é algo como o Uber do setor elétrico, segundo a Sonnen, empresa que deu à luz a invenção que começa a se repetir em países como Austrália e Itália. “Estamos em plena revolução. Nesse país temos mais de um milhão e meio de produtores privados de energia solar. Não param de surgir iniciativas de energia cidadã, enquanto as plataformas digitais para trocar quilowatts abrem possibilidades que eram impensáveis até muito pouco tempo”, afirma Jens Weinmann, especialista em setor energético da escola de negócios ESMT de Berlim e autor de The Descentralizes Energy Revolution in Germany (A revolução descentralizada da energia). Weinmann fala sobre como cada vez mais alemães se sentem orgulhosos de produzirem sua própria eletricidade e sobre como proliferam as cooperativas energéticas.

Cerca de 6.000 pessoas espalhadas por toda a Alemanha fazem parte da comunidade a que Kaddat pertence e que lhe permite desfrutar de eletricidade grátis durante o ano todo. Antes, no entanto, devem fazer um investimento inicial: 3.600 euros (13.400 reais) por bateria, além dos painéis solares. Em troca, Kaddat, por exemplo, economiza cerca de 1.500 euros por ano na conta de luz. O jovem eletricista pega o celular e abre um aplicativo com o qual controla o consumo de sua casa. Nele pode ver quanto usa de seus próprios painéis e quanto da comunidade, quanto está gastando e qual é a previsão do tempo para os próximos sete dias, e, portanto, quando irá produzir. Ele tem o controle sobre o que produz e o que consome. A Sonnen é uma jovem empresa alemã líder mundial em baterias capazes de armazenar energia renovável. Começou a fabricá-las em 2010. Eram peças enormes, que sete anos mais tarde se tornaram caixinhas brancas um pouco maiores que computadores de mesa. Desde o primeiro momento, as baterias se conectaram à Internet, o que permitiu à empresa ter informação dos hábitos de consumo dos clientes em tempo real. Assim perceberam que não de forma individual, mas agregadas, as famílias produziam mais do que consumiam. Em 2015, começaram a conectar uns lares com os outros para que pudessem compartilhar sua energia. No ano passado decidiram dar mais um passo. Compreenderam que graças ao armazenamento de energia tinham capacidade de contribuir para estabilizar a rede das grandes empresas, que em troca pagam por seu serviço. Essas receitas permitem oferecer a tarifa de zero euros.
Transformação digital

“Estamos assistindo à transformação digital da energia”, diz Christoph Ostermann, CEO da Sonnen, na sede da empresa, situada em Wildpoldsried, um pequeno povoado na Baviera. Sua empresa cresce a um ritmo vertiginoso. Começou em uma garagem com cinco pessoas há sete anos e hoje são 350 funcionários espalhados pelo mundo. Agora tem 50 novos postos a serem ocupados apenas na Alemanha. Investidores de meio mundo têm olhado para eles. A General Electric os ajuda na hora de penetrar no mercado norte-americano. “As energias renováveis se tornaram competitivas e já são imparáveis”, diz Ostermann. Prova de sua crescente competitividade é que as grandes empresas elétricas alemães E.ON e RWE abriram linhas de produção limpa, diferenciadas das tradicionais ou sujas.
Segundo os cálculos da Sonnen, as renováveis só podem crescer na Alemanha, um país que ainda tem um bom trecho pela frente para cumprir seu compromisso com o acordo do clima de Paris e no qual o Governo tem embarcado em uma transformação energética que passa pelo fechamento de usinas nucleares e o avanço da produção limpa – 60% em 2050. Isso implica em um primeiro momento em uma maior volatilidade da rede e, portanto, mais oportunidades para estabilizadoras como a Sonnen. Mas, além disso, em 2020 acabará na Alemanha o preço fico que por lei se oferece aos produtores verdes que vendem seus quilowatts à rede. Será então quando muitas pessoas, segundo Sonnen, comprarão baterias para poder acumular a energia que lhes sobram.
Enquanto isso, na sala de produção da Sonnen em Wildpoldsried, os operários encaixam fios nas baterias de lítio. Trabalham ante uma janela com vista para os campos bávaros de um verde luminoso. Hoje faz um dia espetacular; o sol está forte e os marcadores digitais mostram um pico de produção que será convenientemente armazenada em caixas brancas que já estão espalhadas por metade do planeta.

Fonte:  ElPaís