“Aneel aprova reajuste extraordinário para tarifa de energia em Brasília; alta média é de 8,81%”

“Aumento começa a valer em 22 de junho. Contas de luz de clientes da CEB ainda vão passar por reajuste anual em outubro.”

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) um reajuste extraordinário para as tarifas de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB).

O aumento médio nas contas de luz será de 8,81% e poderá ser aplicado pela distribuidora a partir de sexta (22).

Para os consumidores residenciais e comerciais, atendidos em baixa tensão, o reajuste médio será de 8,88%. Já para os consumidores industriais, que usam a energia em alta tensão, a alta média será de 8,81%.

As tarifas das distribuidoras de energia do país passam por reajuste uma vez ao ano. Quando é preciso fazer algum reequilíbrio nas contas dessas empresas, a Aneel promove um reajuste extraordinário, ou seja, adicional àquele já previsto no ano.

O reajuste regular da CEB está previsto para outubro. Portanto, além do aumento aprovado pela Aneel nesta terça, as contas de luz dos clientes da CEB podem ter nova alta em outubro.

De acordo com a Aneel, o reajuste extraordinário atendeu a um pedido da CEB e se deve a um desequilíbrio financeiro causado pelo gasto maior do que o previsto com a compra de energia, entre outros fatores.

A agência informou ainda que, se não fosse aplicado agora, esse aumento extraordinário teria que ser somado àquele já programado para outubro e seria mais caro para o consumidor devido à incidência de juros.

Segundo o diretor da Aneel Tiago Correa, que relatou o processo, com a revisão extraordinária o reajuste previsto para outubro será menor.

Fonte: Portal G1

“Petroleira norueguesa compra 50% de projeto de geração de energia solar na Argentina.”

A petroleira noruguesa Equinor (ex-Statoil) assinou acordo com a Martifer Renewables para adquirir uma participação de 50% no projeto de geração de energia solar de Guanizul 2A (G2A), na Argentina, informou a companhia nesta terça-feira (19). O projeto possui potencial para uma capacidade de 117 megawatts (MW), na região de San Juan, na região oeste do país.

O projeto tem contrato de fornecimento de energia de 20 anos arrematado em leilão organizado pela Cammesa, a agência reguladora do setor elétrico argentino, ao preço de aproximadamente US$ 50 por megawatt-hora (MWh). O início de produção está previsto para 2019.

O investimento estimado para o empreendimento é de US$ 95 milhões, cujo valor será obtido com 40% de recursos da Equinor e da Scatec Solar (parceira da norueguesa no projeto) e 60% por um empréstimo-ponte fornecido por um consórcio da Equinor.

Segundo a companhia, a Argentina é o terceiro maior mercado de energia da América Latina, com meta de alcançar uma fatia de 20% de sua matriz elétrica preenchida por fontes renováveis até 2025. Nos últimos 18 meses, 1,5 GW de projetos solares arremataram contratos em leilões do tipo na Argentina.

fonte: G1

“Usina solar em Araçoiaba da Serra fornece eletricidade para a região.”

Uma usina de energia solar instalada em Araçoiaba da Serra que começou a funcionar no ano passado ampliou sua capacidade e a eletricidade gerada é distribuída pela rede da concessionária CPFL Piratininga. Os clientes da empresa Sun Mobi, responsável pela usina, não pagam o custo extra da bandeira tarifária, que no próximo mês será vermelha — de R$ 5 a cada 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos –, além de contribuir para o avanço da matriz de energia renovável e limpa. A bandeira tarifária é cobrada quando é preciso acionar as termelétricas, que usam gás ou carvão, encarecem a conta de luz e são mais poluentes.

Inaugurada em outubro de 2017 com investimentos de R$ 1,6 milhão, a usina solar em Araçoiaba, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), ampliou a capacidade inicial instalada de 74,2 kWp (quilowatt-pico) para 400 kWp. Com isso, a usina Maurício Valter Susteras aumentou a sua produção de 8.000 kWh/mês para 42.000 kWh/mês, por meio de 1.300 placas fotovoltaicas. Atualmente, 20 clientes são abastecidos, mas a ideia é instalar novas usinas em outras regiões. A empresa pretende atingir 1 mil clientes até 2020, chegando a 10 mil em 2024.

A distribuição pode ser feita para as 26 cidades da área de concessão da CPFL Piratininga, de que fazem parte Sorocaba, Itu, São Roque, entre outras. Um dos sócios da empresa, Alexandre Bueno, explica que a energia solar produzida na usina de Araçoiaba da Serra entra na rede da CPFL. “Assim, não é necessário fazer nenhuma mudança nas residências ou empresas que desejam utilizar a energia solar. “A energia produzida é colocada na rede elétrica, o consumidor acessa os serviços via aplicativo e a conta de luz da distribuidora contabilizará automaticamente créditos mensais”, afirma.

Participação 

A Sun Mobi informa mensalmente a quantidade de energia gerada na usina e a participação nela de cada um dos seus clientes para a CPFL. Se o cliente consumir mais que contratou com a empresa, a própria distribuidora cobra diferença. Mas se o consumo for menor, o crédito fica acumulado para ser usado em até 5 anos.

 

Outro sócio da empresa, Guilherme Susteras, diz que com a usina os clientes podem contar com a energia solar sem ter que instalar placas fotovoltaicas nos próprios telhados. “A entrega da energia solar é feita por meio da rede da distribuidora e pode ser contratada por qualquer consumidor, inclusive por moradores de Sorocaba e região”, segundo Susteras.

Após a contratação da energia solar, uma equipe vai até o cliente para instalar sensores, que informam em tempo real o consumo. Além da isenção da bandeira tarifária, esse acompanhamento permite que o cliente possa reduzir o consumo e consequentemente o valor da conta.

fonte: Jornal Cruzeiro

“A Aceleração do Crescimento da Energia Solar No Brasil e Seus Benefícios Para o País”

Na semana passada, durante a 3ª edição da Brasil Solar Power, representantes da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) apresentaram a informação de que o Brasil acabou de atingir 1,5 GW de capacidade instalada da fotovoltaica.

Trata-se de um dado surpreendente para um país que apenas recentemente, início de 2018, atingiu o seu primeiro gigawatt instalado, após cerca de 6 anos desde que a tecnologia começou a ser difundida por aqui.

Quando, no final de 2012, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou a sua Resolução Normativa Nº 482, a tecnologia se tornou uma opção para consumidores de todo o país que desejassem gerar a sua própria energia.

E, se até então o número de sistemas de geração fotovoltaica era praticamente zero, hoje já são mais de 30.500 deles instalados no país, número que cresce vertiginosamente a cada ano.

Aparte do segmento distribuído, onde domina com mais de 99% dos sistemas instalados, a energia solar fotovoltaica agora começa a despontar como favorita também no segmento de geração centralizada.

Desenvolvimento

Além da economia aos consumidores e uma necessária diversificação da matriz energética brasileira, toda essa expansão da tecnologia também resulta em desenvolvimento para o país, que se beneficia de investimentos e geração de empregos.

Somente o segmento de geração distribuída atraiu mais de R$ 2,1 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, espalhados por todas as regiões do País.

Junto com o segmento centralizado, o setor brasileiro atraiu R$ 6 bilhões em investimentos em 2017, os quais deverão somar aproximados R$ 20 bilhões em 2018.

“Com isso, o Brasil caminha se tornar um protagonista mundial neste setor. Atualmente, a fonte ainda representa menos de 1% da matriz elétrica brasileira, mas levantamentos da empresa de pesquisa energética projetam que, até o ano de 2030, este número subirá para mais de 10%”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.

Já na geração de empregos, o setor solar brasileiro espelha o resto do mundo, onde a fotovoltaica destaca-se como a fonte que mais contrata, com 3,4 milhões dos 10,3 milhões de trabalhadores dentro do setor mundial de renováveis.

Mais de 20 mil novos empregos, diretos e indiretos, foram criados no mercado brasileiro somente em 2017, número que deve se repetir até o fim de 2018, segundo estimativas do setor, sendo que 20 a 30 novas vagas são criadas para cada megawatt da solar fotovoltaica instalada.

Fonte: Blog BlueSol

“PRONASOLAR É A Melhor Proposta Já Feita Para Expansão Da Energia Solar Distribuída no Brasil.”

Com um vasto potencial para uso da energia solar, o Brasil ainda engatinha no número de sistemas fotovoltaicos conectados à rede, situação que pode mudar com novo Projeto de Lei (PL) em trâmite na Câmara do Deputados.

O PL 10370/2018, de autoria do deputado Augusto Carvalho (SD/DF), foi apresentado à Câmara no último dia 06 de junho, e prevê como medida principal a criação da Política Nacional de Energia Solar Fotovoltaica (PRONASOLAR).

Trata-se um de pacote de incentivos e metas para a expansão do segmento de geração distribuída no Brasil, voltado exclusivamente para a fonte solar que, como consta nos fundamentos para a proposta, possui enorme potencial no país, inclusive como complemento das fontes tradicionais.

A medidas propostas pela PRONASOLAR visam beneficiar todo o segmento de geração distribuída, desde a cadeia de produção até os consumidores produzindo a energia solar fotovoltaica em suas casas, empresas, agronegócio, etc.

As metas propostas pela Política são ambiciosas, com 1 milhão de sistemas instalados até o final de 2025, número superior àqueles constantes nas últimas projeções da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que seria de 886.700 deles até 2024.

Para 2030, a meta da PRONASOLAR é de 5 milhões de sistemas de micro e minigeração instalados em unidades consumidoras públicas e privadas, em áreas urbanas e rurais, representando uma potência acumulada de 22.500 megawatts.

Projetos de geração centralizada, representados pelas usinas solares, também fazem parte das metas propostas e, juntos, distribuída e centralizada somariam 30 gigawatts de potência nominal ao Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2030.

Para alcançar esse resultado, a PRONASOLAR visa a alteração de diversas leis para que passariam a vigorar com permissão para a liberação de recursos para financiamento dos sistemas fotovoltaicos em habitações populares e prédios públicos.

Além disso, a proposta visa a criação da FUNASOLAR (Fundo Nacional para Energia Solar Fotovoltaica) e a liberação de recursos dos Fundos Constitucionais de Desenvolvimento Regional, FDNE, FDNO, FDCO.

Em termos de isenções, a PRONASOLAR visa eximir o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) sobre os insumos, componentes e equipamentos dos sistemas fotovoltaicos, incluindo inversores e módulos fotovoltaicos.

Para os consumidores, a proposta visa reforçar a isenção do PIS e COFINS sobre a energia gerada, englobando nesta as novas modalidades de geração trazidas pela Resolução Normativa 687, de novembro de 2015.

Porém, o maior benefício trazido pela PRONOSOLAR seria a dedução de 25% do valor pago no sistema na declaração do imposto de renda, limitado ao prazo de 10 anos e para sistemas de até 5.000 kW.

Juntas, essas medidas poderiam ajudar para que a tecnologia fotovoltaica se tornasse mais acessível e vantajosa a grande parte da população brasileira, contribuindo também para aumento da sustentabilidade no país.

O Projeto de Lei agora aguarda o Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados.

Fonte: Blog BlueSol

“Cemig compra 431,5 MW de energia solar e eólica em leilão”

A companhia elétrica mineira Cemig fechou a compra de 431,49 megawatts médios de energia solar e éolica em um leilão de compra da produção futura de usinas renováveis realizado na quarta-feira, em contratos de fornecimento de 20 anos de duração a partir de janeiro de 2022, informou a companhia em comunicado na noite de quarta-feira.

O inédito leilão da companhia, que atraiu a atenção do mercado por ter características semelhantes aos promovidos pelo governo para novos projetos de geração, movimentou energia suficiente para viabilizar usinas com capacidade instalada de 1.240 megawatts.

O montante negociado pela elétrica mineira, inclusive, ficou acima do registrado no último leilão do governo, o chamado A-4, em abril, para projetos que precisarão entrar em operação também em 2022. O certame estatal contratou 356,2 megawatts médios, ou cerca de 1 gigawatt em capacidade instalada.

“Com esta contratação, a Cemig aprimorou as condições de renovação de contratos com seus clientes, bem como está apta a ampliar a sua participação de mercado”, afirmou a Cemig no comunicado.

Executivos da companhia disseram anteriormente à Reuters que o leilão era importante para que a companhia recuperasse a capacidade de atender seus clientes no futuro após o vencimento da concessão de algumas de suas maiores usinas, como Jaguara, Miranda e Volta Grande, que foram relicitadas pelo governo no ano passado e compradas por outras empresas do setor.

A Cemig não informou os valores dos contratos fechados no certame e nem as empresas vendedoras. Também não foram abertos de imediato os montantes negociados por fonte de geração.

Fonte: Exame Abril

Acesso universal a energia: muito mais que eletricidade

Você tem acesso a eletricidade confiável em casa a um preço acessível? E como é o forno que você usa? É elétrico ou usa carvão, gerando fumaça toda vez que você cozinha?

Um bilhão de pessoas (13% da população mundial) ainda vivem sem eletricidade e mais de 3 bilhões (41%) usam combustíveis poluentes para cozinhar, o que afeta sua saúde, produtividade e qualidade de vida. É por isso que as Nações Unidas incluíram o acesso universal à eletrificação e às tecnologias limpas de cozinha entre os objetivos relacionados a energia a serem alcançados dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

O ODS número 7 também requer um aumento substancial na participação de fontes renováveis modernas (solar, eólica, hidrelétrica e geotérmica, por exemplo) no mix energético global, além de um uso mais eficiente da energia.

O novo estudo Monitorando o ODS 7: Relatório de Progresso Energético 2018 revela como o mundo está avançando nos objetivos de acesso a eletricidade, combustíveis limpos para cozinhar, energia renovável e eficiência energética.

E embora o documento mostre que o mundo não está fazendo o suficiente para cumprir essas metas até 2030, ele destaca experiências recentes que trazem esperança, principalmente na Ásia e na África subsaariana, mas também na América Latina.

O relatório é um esforço coletivo da Agência Internacional de Energia (IEA), da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas (UNSD), do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Acendendo a luz

Até 2030, espera-se que a América Latina e o Caribe alcancem acesso quase universal a energia. Em toda a região, o Haiti deve o único país em que menos de 90% da população estará conectada.

Outra boa notícia vem da África, onde nos últimos anos a eletrificação ultrapassou o crescimento populacional pela primeira vez. Entre 2010 e 2016, Etiópia, Quênia e Tanzânia conseguiram aumentar em 3% ao ano a parcela da população com acesso a eletricidade. No mesmo período, na Índia, 30 milhões de pessoas conquistavam acesso a eletricidade a cada ano. Nenhum outro país fez isso.

No entanto, ainda há muito trabalho pela frente: se as tendências atuais de acesso continuarem, 8% da população mundial ainda estará às escuras até 2030.

“A experiência de países que aumentaram substancialmente o número de pessoas com eletricidade em um curto espaço de tempo oferece uma esperança real de que conseguiremos alcançar o bilhão de pessoas que ainda vivem sem eletricidade”, diz Riccardo Puliti, diretor de Energia e Indústrias Extrativas do Banco Mundial.

“Com as políticas certas, investimentos em eletrificação dentro e fora da rede (como nos sistemas de energia solar para as casas), estruturas de financiamento bem adaptadas e mobilização do setor privado, é possível fazer grandes conquistas em alguns anos. Isso, por sua vez, terá impactos reais e positivos nas perspectivas de desenvolvimento e na qualidade de vida de milhões de pessoas”, acrescenta.

Combustíveis limpos para cozinhar

Dentre os ODS para o setor de energia, o acesso a tecnologias limpas de cozinha é o mais atrasado: se a atual trajetória de progresso continuar, 2.3 bilhões de pessoas continuarão a queimar madeira, carvão e outros tipos de biomassa em 2030.

Esses métodos tradicionais causam poluição dentro de casa, provocando cerca de 4 milhões de mortes por ano, mais do que o HIV e a tuberculose juntos. Mulheres e crianças correm os maiores riscos.

A lentidão se deve à baixa conscientização dos consumidores, ao pouco financiamento para o setor, ao baixo progresso tecnológico e à falta de infraestrutura para a produção e distribuição de combustíveis limpos, de acordo com o relatório. Entre as raras histórias de sucesso em todo o mundo, estão as da Indonésia e do Vietnã, que proporcionaram acesso a mais 3% de suas populações ao ano entre 2010 e 2016.

O relatório também destaca que, dos 20 países que mais avançaram entre 2010 e 2016, quatro deles estão na América Latina: Guiana, Peru, El Salvador e Paraguai.

Energia renovável

Em 2015, o mundo obteve 17,5% do seu consumo total de energia final a partir de fontes renováveis, dos quais 9,6% corresponderam a formas modernas de energia renovável, como energia geotérmica, hidroelétrica, solar e eólica. O resto são usos tradicionais de biomassa (como lenha e carvão).

Embora o ODS 7 não defina uma meta fixa para energia renovável, clama por um “aumento substancial” na proporção de fontes renováveis no mix energético global. Com base nas tendências atuais, espera-se que a participação das renováveis chegue a apenas 21% até 2030 (ante 16,7% em 2010), sem alcançar o aumento defendido pelas Nações Unidas.

Transporte e aquecimento, que respondem por 80% do consumo global de energia, ainda precisam se tornar mais sustentáveis. No transporte, por exemplo, apenas 2,8% do consumo energético veio de fontes renováveis em 2015.

As principais áreas de preocupação continuam sendo o transporte aéreo, ferroviário e marítimo, onde os percentuais de uso de biocombustíveis (como etanol e biodiesel) são insignificantes no momento. Já para aquecimento, o uso tradicional de lenha e carvão (entre outros tipos de biomassa) ainda representa 65% da cota de energia renovável.

A eletricidade representa os 20% restantes do consumo global e obteve melhores resultados graças aos custos decrescentes das energias eólica e solar. Nesse tema, em particular, a participação de fontes renováveis chegou a 22,8% em 2015. A energia hidrelétrica continua a ser a principal fonte de eletricidade renovável, mas a eólica cresceu mais rapidamente de 2010 a 2015.

Na América Latina, o Brasil se destaca por usar mais que o dobro da média global de fontes renováveis em eletricidade, aquecimento e transporte.

Eficiência energética

Melhorar a eficiência energética significa ser capaz de produzir mais com menos energia. E as evidências mostram que o crescimento econômico e o uso de energia estão cada vez mais dissociados. Entre 2010 e 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial cresceu quase duas vezes mais rápido que o fornecimento de energia primária. O crescimento econômico excedeu o avanço no uso de energia em todas as regiões, exceto na Ásia Ocidental.

Uma das métricas mais importantes para essa meta dos ODS é a intensidade energética – a proporção de energia usada por unidade do PIB -, que caiu 2,8% em 2015, a queda mais rápida desde 2010. No entanto, ainda é preciso avançar mais para dobrar a taxa global de melhoria na eficiência energética até 2030.

A indústria, o maior setor de consumo de energia, também fez o progresso mais rápido, reduzindo a intensidade de energia em 2,7% ao ano.

Fonte: El País

“Projeto zera impostos para energia solar e cria programa para 5 milhões de sistemas de cogeração até 2030”

O Brasil pode zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a energia elétrica fornecida pela distribuidora e compensada por empreendimentos de microgeração ou minigeração distribuída na unidade consumidora. A proposta faz parte do Política Nacional de Energia Solar Fotovoltaica (PRONASOLAR), projeto de lei 10370/2018, protocolado esta semana na Câmara pelo deputado Augusto Carvalho (SD/DF).

O parlamentar também propõe que, pelo prazo de 10 anos, os contribuintes poderão deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda devido 25% das despesas realizadas com a aquisição de sistema solar fotovoltaico com potência de até 5.000 kW, conforme comprovação por meio de contrato registrado ou nota fiscal do referido sistema solar fotovoltaico.

“A Política Nacional de Energia Solar Fotovoltaica é uma política nacional de estado, que objetiva estabelecer uma estratégia estruturada para reconhecer e aproveitar o vasto potencial da fonte solar fotovoltaica no Brasil, tanto para a diversificação e segurança do suprimento elétrico nacional, quanto para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do país, alinhado às premissas de sustentabilidade, planejamento de longo prazo e redução de emissões de gases causadores do efeito estufa”, justifica o parlamentar.

A Pronasolar tem como meta a instalação de 1 milhão de sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica no Brasil até o final de 2025, representando potência nominal acumulada de pelo menos 4.500 MW e a instalação de 5 milhões de sistemas até o final de 2030, representando potência nominal acumulada de pelo menos 22.500 MW.

“Torna-se urgente o estabelecimento de um arcabouço legal com regras e objetivos claros, que tragam segurança jurídica, previsibilidade e continuidade ao desenvolvimento do setor solar fotovoltaico brasileiro. Esta medida fomentará a atração de novos investimentos privados, a geração de empregos locais e qualificados, com ganho de renda e de movimentação econômica nas escalas local, regional e nacional”, garante o parlamentar.

Ontem, o BNDES anunciou que o Programa Fundo Clima vai ofertar crédito para pessoas físicas investirem na instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração. Os recursos poderão ser contratados em operações indiretas somente a através de bancos públicos. Cada cliente pode solicitar no máximo R$ 30 milhões a cada 12 meses.

No total, o juro é de 4,03% ao ano, isso incluindo taxas do BNDES e ainda dos bancos repassadores. Isso vale para pessoas físicas ou jurídicas com renda ou faturamento anual de até 90 milhões, e 4,55% ao ano, no caso de renda superior a R$ 90 milhões anuais.

O financiamento ainda propicia carência de três a 24 meses, com prazo máximo de 144 meses.

“Trata-se de mais uma ação do BNDES para incentivar o cidadão brasileiro a investir em sustentabilidade e economia de energia”, diz a nota divulgada pelo banco.

fonte: E&P Brasil

“A joint venture 50/50 que investir em energia renovável no país em busca de um crescimento agressivo no setor”

Joint Venture entre um dos maiores conglomerados brasileiros e um fundo de previdência canadense que está entre os 10 maiores do mundo planeja se tornar uma grande e relevante geradora de energia renovável no Brasil, principalmente por meio de aquisições.

A Votorantim Energia e o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) concluíram na semana passada um acordo para formar uma joint venture 50/50 que irá investir em energia renovável no Brasil em busca de um crescimento agressivo no setor, disse o presidente da empresa do grupo Votorantim, Fabio Zanfelice, em entrevista à Reuters nesta segunda-feira.

O negócio havia sido originalmente anunciado pelas empresas em dezembro do ano passado.

“Nós temos grandes ambições, e se você olhar para o tamanho dos sócios, nós queremos construir uma empresa de presença, de relevância neste mercado”, afirmou o executivo.

Entre as oportunidades que a joint venture poderá avaliar estão ativos que devem ser colocados à venda pela estatal Eletrobras, segundo ele.

Por enquanto, a empresa administra dois grandes parques eólicos no Nordeste, com uma capacidade combinada de geração de 565 megawatts.

Zanfelice disse que a companhia avalia várias oportunidades de expansão no setor de renováveis, onde diversas empresas com dificuldades financeiras têm buscado vender ativos após o Brasil passar por sua pior recessão.

“Os dois sócios têm o desejo e o capital para crescer. Nós não estamos estabelecendo alvos, estamos procurando bons negócios para entregar bons retornos para os acionistas”, disse Zanfelice.

O conglomerado Votorantim já é um grande gerador de energia no Brasil, com uma capacidade instalada de cerca de 2,2 gigawatts. A empresa focava até recentemente em gerar energia para fornecer às suas subsidiárias, como a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

Mas a decisão de entrar o mercado de energia brasileiro de uma maneira mais ampla, buscando contratos regulados de longo prazo, é mais recente, segundo Zanfelice.

Ele disse que a atual instabilidade política e financeira do Brasil não é um impedimento para o investimento canadense, acrescentando que contratos no setor de energia do país são sólidos, com retornos fixos.

Os parques eólicos administrados pela joint venture, por exemplo, têm contratos de fornecimento por 20 anos.

A joint venture também vê potencial no Brasil para os chamados parques híbridos, que combinarão no mesmo local capacidade eólica, solar e, no futuro próximo, de armazenamento, através de baterias.

“Adicionar painéis solares nos parques eólicos complementaria a produção, e as baterias estabilizariam a geração”, disse o executivo. A solução também ofereceria ganhos de sinergia, já que as estruturas usariam um sistema único de transmissão de energia.

Esse modelo, no entanto, ainda depende de aprovações pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo o executivo, que avalia que uma evolução regulatória nesse sentido não deve demorar.

Fonte: Exame Abril

“BNDES anuncia financiamento de energia solar para pessoa física”

Nos últimos anos, as fontes renováveis têm crescido a passos largos, puxadas pelos estímulos governamentais e redução dos custos de tecnologias por ganho de escala. Apesar disso, investir numa instalação de energia verde sempre esteve distante do cidadão comum. Buscando mudar esse cenário, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) aprovou mudanças que permitirão a pessoas físicas terem acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração, com placas fotovoltaicas e aerogeradores.

A mudança ocorre no âmbito do subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes, do Fundo Clima, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima destinado a apoiar a implantação de empreendimentos, aquisição de máquinas e equipamentos e o desenvolvimento tecnológico relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima.

Os  recursos poderão ser contratados em operações indiretas somente por meio de bancos públicos.  Em comunicado à imprensa, o BNDES diz que a medida permitirá aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz, já que passarão a comprar menos energia da concessionária e poderão, dependendo de sua região, fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora. Por tabela, a geração distribuída de energia reduz a pressão sobre o sistema elétrico nacional e o risco de interrupção do fornecimento de energia.

FONTE: Exame