Clima no Amapá é ideal para uso de energia solar o ano todo, diz meteorologista

Prédio do Tribunal Regional do Trabalho adotou abastecimento de 100% de energia através de placas fotovoltaicas e pode gerar economia de R$ 30 mil por mês.

As condições climáticas no Amapá são favoráveis para a captação e utilização de energia solar durante todos os meses do ano, segundo o meteorologista Jefferson Vilhena, do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMET), do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa)

“Amapá é privilegiado porque temos um saldo de radiação muito grande durante todos os meses do ano, mesmo nos períodos chuvosos. É cerca de 12 horas de luz solar por dia”, diz meteorologista.

Ainda de acordo com o especialista, o estado tem vantagem também para o recurso eólico, que é a transformação da energia do vento em energia elétrica. O benefício seria causado pela localização geográfica, próximo à linha imaginária do Equador, que proporciona um clima tropical.

O prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região, localizado na Zona Norte de Macapá, adotou o sistema de energia solar em 2016, de forma parcial, e em 17 de julho, iniciou o processo de 100% de abastecimento via placas solares.

Mais de 560 placas solares foram implantadas na primeira fase do projeto no TRT. Naquele período, a utilização fornecia 25% da energia usada no prédio. Já na segunda etapa, cerca de 760 placas tiveram que ser colocadas para que o prédio funcionasse todo através desse recurso. O chefe de divisão de engenharia do TRT da 8ª Região, Carlos Roberto Araújo, explica que a utilização gera, além de energia limpa, uma segurança na estabilidade do fornecimento e também economia de até R$ 30 mil por mês.

“Quem mora em Macapá sabe que a energia da concessionária varia muito e não é de alta qualidade. Com o sistema, a gente consegue estabilidade e isso gera economia sobre nossos aparelhos, como menos troca de lâmpadas, redução em queima de aparelhos, entre outros benefício”, disse Araújo.

Saul Andrade é diretor comercial de uma empresa de venda e instalação de placas solares no Amapá há 5 meses. Ele destaca que no Brasil são ofertadas duas categorias de fornecimento de energia solar, uma delas tem autonomia da rede pública, destinada a áreas rurais ou distantes, e a outra não, sendo voltada para a região urbana:

  • Na região urbana, a instalação, seja em empresa ou residência, pede que o consumidor pague a taxa mínima para a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que varia entre R$ 72 e R$ 21, dependendo da rede de energia. O orçamento é conforme a porcentagem de diminuição da conta solicitada pelo cliente;
  • Já a placa para regiões interioranas, o equipamento funciona com baterias.

Andrade relata que, para as áreas rurais, o sistema tem como vantagem diminuir o uso do óleo diesel e a ser solução do problema de constantes faltas de energia, como acontece no arquipélago do Bailique, distrito da capital.

“A procura tem sido grande. Já temos cerca de 80 orçamentos em andamento entre empresas ou residências. O que temos tido é dificuldade com as linhas de financiamento bancário para pessoas físicas adquirirem o sistema”, finalizou o diretor comercial.

Fonte: G1

Especialistas analisam impacto de frota elétrica no abastecimento

Série do JN mostra empresário que usa energia solar para abastecer moto elétrica, carro elétrico e a própria casa.

Dirigir um carro movido a eletricidade é uma experiência que poucos brasileiros já tiveram. Na terceira reportagem da série especial, o André Trigueiro mostra como é viver com um carro elétrico e o que poderia acontecer com o sistema energético do país se toda a nossa frota fosse abastecida nas tomadas.

Num país tropical, onde o sol é abundante, é possível abastecer o carro elétrico a partir do telhado da própria casa ou do escritório com as placas fotovoltaicas. O dono de uma casa em Jaguariúna, na região metropolitana de Campinas, instalou 20 metros quadrados de placas fotovoltaicas. Isso é o suficiente para ele abastecer uma moto elétrica, um carro elétrico e a própria casa.

Recarregar o carro na tomada leva até oito horas. O custo é de R$ 15.

“Considerando um carro que faça dez quilômetros por litro, a gasolina, a gente está falando já de um custo de aproximadamente R$ 0,40 por quilômetros rodado. E num carro elétrico você teria um custo de aproximadamente R$ 0,12, R$ 0,13 por quilômetro rodado”, explicou o empresário Leonardo Celli Coelho.

A autonomia é de 150 quilômetros. Uma vez por semana, o Leonardo precisa ir até são Paulo a trabalho. Mas desta vez, quem guiou foi o André Trigueiro.

“Eu já percebi que quando você coloca o pé no acelerador, ele sai mais rápido. É isso?”, perguntou o repórter.

“Sim. Isso deve-se ao famoso torque, o torque de um veículo elétrico ele é imediato. Se você pisar agora aí, afundar o pé, você vai colar no banco até a velocidade máxima do veículo”, explicou Leonardo.

Tem acelerador, tem freio, não tem embreagem. Quando o motorista pisa no freio do carro elétrico ou simplesmente tira o pé do acelerador, o motor para de consumir energia e passa a funcionar como um gerador, transformando o movimento em energia elétrica, que vai para a bateria. O sistema também funciona em descidas. É uma autorrecarga.

“Se você quiser tirar um pouquinho o pé do acelerador ele já começa a carregar. Não é o freio, é desaceleração. Já começa a recarregar bateria”, diz Trigueiro.

A rodovia Bandeirantes tem a primeira rede intermunicipal de recarga do Brasil com dez eletropostos.

Foram percorridos 77 quilômetros e o consumo de eletricidade deu 6,3 quilômetros por quilowatt. Como fica isso numa equivalência a um motor convencional?

“Um custo de R$ 30 com combustível. Com R$ 30 eu conseguiria, pagando pela energia na minha residência hoje, eu poderia chegar a rodar até 300 quilômetros. Eu daria duas cargas completas na bateria desse veículo elétrico”, disse Leonardo.

O abastecimento é de graça. A distribuidora de energia usa os eletropostos para testes. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou em junho a cobrança do serviço.

Mas é preciso ter paciência: uma hora para a carga total, ou meia hora, para 80% da bateria. Diminuir esse tempo é um dos desafios dessa tecnologia.

A empresa dá como certo o crescimento da frota de elétricos no Brasil e não vê riscos para o abastecimento do país.

A gente tem projeções nossas que indicam que o impacto de um crescimento de carro elétrico não deve passar de 0,5% a 1%, 1,5% de aumento na carga de energia elétrica do país. Isso seria o equivalente a dez milhões de carros elétricos em 2030. Esse é o cenário mais agressivo que a gente tem, ou seja, é um crescimento muito gradual e que não deve gerar nenhum tipo de risco de abastecimento ou de falta de energia”, afirmou Rafael Lazzaretti, diretor de Estratégia e Inovação do Grupo CPFL.

“Eu acho que na geração nós temos problemas aí de limite de geração hidráulica, que hoje está existindo, temos até bandeira vermelha, e a distribuição creio que ela não está preparada para receber uma frota tão grande de carros elétricos”, afirmou Mário Leite Pereira Filho, líder do Laboratório de Equipamentos Elétricos e Ópticos do IPT.

O professor Alexandre Szklo fez uma estimativa levando em conta uma situação extrema: a eletrificação de toda a frota de veículos leves do Brasil.

“Isso representaria alguma coisa entre 15% a 20% da demanda de energia elétrica hoje no Brasil. Pelo lado da distribuição, nossos estudos têm indicado que a distribuição precisaria fazer investimentos, sobretudo na parte de transformadores para lidar com a sobrecarga associada a veículos elétricos”, disse Szklo, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ.

O engenheiro Celso Novais, coordenador brasileiro do Programa Veículo Elétrico/Itaipu, estima em 30% o aumento no consumo de energia se toda a frota for elétrica, mas não vê problema nisso:

“O veículo elétrico pode ser comparado com um ar-condicionado de 12 mil BTUs. Qualquer casa que tiver condição de instalar um ar condicionado de 12 mil BTUs pode ter um veículo elétrico na garagem. Em suma, eu acho que não seria nenhum impacto significativo a entrada dos veículos elétricos no Brasil”.

Ele trabalha na maior hidrelétrica do brasil, que também entrou nessa corrida tecnológica…

Além dos vários tipos de carros elétricos, que podem ser compartilhados entre os funcionários, Itaipu desenvolveu em parceria com outras empresas ônibus, caminhões e até um avião elétrico tripulado.

“Eu penso que nos próximos dez anos vamos ter mais inovação nessa área de mobilidade do que o que ocorreu nos últimos 50”, disse Novais.

E o Brasil tem um diferencial importante quando o assunto é carro elétrico. Na hora da recarga, a maior parte da energia é limpa e renovável, vem principalmente das usinas hidrelétricas. Em países como Estados Unidos, Alemanha e China, os combustíveis fósseis são a principal fonte de energia, ou seja, quem anda de carro elétrico por lá continua poluindo, ainda que indiretamente.

Lembra do telhado solar do Leonardo? No carro elétrico dele, não entra energia suja.

“Existe uma satisfação e uma sensação de liberdade e independência incrível. E no final do dia, também, eu me sinto até orgulhoso de diretamente ter investido também na infraestrutura do país”, afirmou Leonardo.

Fonte: Jornal Nacional

Seminário vai discutir uso de energia solar para diminuir custos de empresas

Seminário vai discutir alternativas para baratear custos de empresas, colocando como alternativa a utilização de “energia solar”. O evento será realizado amanhã (26), a partir das 19h, em Corumbá, cidade que fica a 419 km de Campo Grande. Está sendo organizado pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). O evento vai tratar da chamada “energia fotovoltaica”, que aparece como alternativa para diminuir custos e gastos com luz, sendo já usada em diversas áreas, como empresas e escolas. O workshop empresarial conta com a parceria da Associação Comercial e Empresarial de Corumbá e vários outros sindicatos.

“Entre as principais vantagens para se instalar as placas de energia fotovoltaica, a maior delas é a queda brusca nos valores. Além disso, hoje a instalação é mais fácil e mais rápida”, disse o consultor de comercialização de energia do Senai, Sebastião Dussel. Ele ponderou que esta redução nos custos pode aumentar a competitividade das empresas.

Ele disse que existe uma “elevada carga tributária” na cobrança da energia elétrica, com constantes mudanças na tarifa. “Também tem a questão ambiental”. O consultor disse que a expectativa para este ano é que haja um crescimento de 30% em relação a implantação deste modelo em todo Brasil. “Nos últimos anos houve um ‘ótimo aumento” na implantação de placas fotovoltaicas, gerando 20 mil novos empregos diretos e indiretos em todo o Brasil”.

 

Fonte: Meio Ambiente

Com energia solar, economia anual do governo chegaria a R$ 200 milhões de reais

 Foto: Aneel inaugurou um autoposto para abastecer carros elétricos em Brasília

Com potencial de gerar 170 vezes mais eletricidade do que a atual matriz brasileira, a energia solar ainda é subaproveitada no país, contribuindo com menos de 1%. Iniciativas pontuais, no entanto, revelam que investir em geração fotovoltaica é cada vez mais necessário e providencial para o Brasil que, além de ser um país tropical, com muita irradiação solar, precisa conter os gastos. Se o governo federal replicar em todos os prédios públicos a instalação que cobre apenas o Ministério das Minas e Energia (MME) e, bem recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), poderia economizar, pelo menos, R$ 200 milhões por ano em energia.
O gasto com eletricidade da administração federal no ano passado foi de R$ 2,083 bilhões. Em 2016, foi de R$ 2,156 bilhões. O recuo de 3,5% de um ano para outro já foi reflexo de algumas medidas de eficiência energética adotadas pelo Executivo, entre elas a instalação de um miniusina fotovoltaica na cobertura do MME. O sistema foi realizado no modelo de acordo de cooperação técnica entre a pasta e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), sem ônus para o poder público, mas com custos de cerca R$ 500 mil. A potência de geração da miniusina é de 69 quilowatts (kW) ou 60 quilowatts pico (kWp), que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira, com três a quatro pessoas consumindo 300 kWh por mês.
O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, explica que, na ocasião da implantação se calculava que a usina seria capaz de gerar cerca de 7% do consumo do prédio do MME. “Um ano depois, um balanço apontou que contribuiu com 10%, porque os painéis fazem sombra, o que amenizou o calor nos andares mais altos e reduziu o consumo de ar-condicionado”, explica. “A geração solar pode garantir, pelo menos, 10% da energia nos demais prédios públicos, mas em alguns edifícios pode chegar a 90%, se for mais horizontal”, calcula.
No caso da Aneel, que inaugurou a primeira etapa de uma usina fotovoltaica na sede em Brasília na última semana de junho, a geração solar vai garantir redução de 20% nos gastos com energia. Com investimento de R$ 1,8 milhão, a usina de microgeração distribuída, com 1.760 painéis de 1,65m² e potência de 510,40 kWp, vai gerar uma média de 710 megawatts hora (MWh) por ano. A agência também instalou um autoposto para abastecer carros elétricos.

Desempenho

O superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Aneel, Ailson de Souza Barbosa, explica que o projeto foi possível graças à elaboração de um contrato de desempenho, pioneiro no setor público e com potencial de expansão para outros órgãos. A obra foi incluída no Projeto de Eficiência Energética (PEE) da Companhia Energética de Brasília (CEB), que aportou os recursos para instalação do sistema. À medida que a usina gera, a fatura de energia da autarquia diminui. A agência continuará pagando o restante da fatura até amortizar o investimento e, quando o dinheiro voltar para a CEB, será aplicado em outros projetos de eficiência energética.
“O contrato é de ganha-ganha, porque há o retorno do recurso, sem nenhuma gratuidade. Por enquanto, fizemos só o bloco H. Daqui a um mês, devemos concluir mais dois blocos. A partir daí, teremos economia de 20% em cima do consumo atual, que deve ser reduzido com outras medidas, como a otimização dos sistemas de ar-condicionado e de iluminação”, diz. Para Barbosa, a Aneel está dando o exemplo para o setor público com a instalação da usina. “O contrato de desempenho deve atrair o interesse de outros órgãos”, aposta.
Os dados da Absolar apontam que está mais do que na hora disso acontecer: o poder público é o setor que menos contribui com a geração fotovoltaica. Dos 30 mil sistemas solares conectados à rede do país, apenas 0,9% estão no setor público (veja no quadro). O especialista em regulação da Aneel Fábio Stacke Silva afirma que, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 9,8% de consumo total de energia do Brasil, que foi de 460.829 gigawatts/hora (GWh), em 2016, é no setor público, incluído aí os três poderes, a iluminação e os serviços públicos. “Portanto, cerca 46 mil GWh são consumidos pelo poder público. Pela nossa experiência na Aneel, de economizar 20% com geração solar, é possível dizer que o setor público poderia reduzir o consumo em 9,2 mil GWh por ano”, calcula.

Eficiência

O potencial é enorme, ressalta Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar. “Das fontes de energia, a solar tem potencial maior do que somatória de todas as demais. Aproveitando todas as áreas disponíveis no país, seria 170 vezes a matriz elétrica brasileira atual”, afirma. No caso do Distrito Federal, que tem a melhor irradiação solar do Centro-Oeste e uma das melhores do Brasil, tanto potencial é subaproveitado: o DF figura na 14ª posição em geração solar do país. “Isso que possui condições privilegiadas. O recurso solar é de 5,8 kWh por metro quadrado por dia em média no DF, mais do que dobro de Alemanha, Reino Unido, Japão, os líderes mundiais em geração de energia solar”, revela.
Segundo a Absolar, bastaria 0,41% da área, incluindo a disponível em telhados, para gerar toda a eletricidade demandada pelo Distrito Federal. “Os prédios da Esplanada poderiam replicar o projeto do MME, porque têm características parecidas. Alguns com mais áreas para aproveitamento, com anexos. Também seria possível aproveitar os estacionamentos que hoje são descobertos e construir áreas sombreadas, com painéis nas coberturas”, destaca Sauaia.
O especialista ressalta que o tempo em que o investimento dá retorno está caindo. “Por dois motivos: os equipamentos estão ficando mais baratos e as tarifas de energia estão aumentando acima da inflação”, justifica. De mais de uma década, atualmente é possível ter o chamado pay back (retorno do investimento) entre quatro e sete anos.
“A Absolar, recentemente, entregou ao Rodrigo Maia (deputado do DEM-RJ e presidente da Câmara dos Deputados) uma proposta de projeto técnico e econômico para instalação de energia solar nos anexos do Legislativo”, conta. Dependendo do tamanho do sistema, Sauaia estima investimento de R$ 2 milhões para economia líquida por mais de 18 anos, uma vez que a vida útil dos equipamentos é de mais de 25 anos. “Para uma residência, o investimento é a partir de R$ 10 mil”, compara.

Brasil está entre os países que mais implantam energia solar no mundo

A geração de energia solar está crescendo de forma demasiada no Brasil, e trás com ela a economia na conta de luz de residências, empresas, fazendas e etc. Hoje grandes empresas e multinacionais já estão apostando na energia solar.

Com esse aumento cada vez mais acentuado, a tecnologia fotovoltaica resulta de investimentos 10% maiores em 2017/2018 em relação a 2016.

Segundo informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), tal potência poderá abastecer 500 mil residências do país, atendendo o consumo, e o de geração centralizada, através das grandes usinas solares.

Hoje, o país registra mais de 29 mil sistemas de mini e micro geração distribuída em todos os estados, os quais somam mais de 221 megawatts de energia.

Para os próximos anos, os investimentos na tecnologia da energia solar continuará expandindo sua capacidade no país, segundo as estimativas dos órgãos oficiais.

Apostar na energia solar é um grande investimento, por trazer muitos benefícios para o bolso e para o planeta, e é considerada uma atitude ecologicamente correta e sustentável.

Sustentável e limpa, energia solar ainda é pouco utilizada no estado de Alagoas

Alagoas é rico em belezas naturais que encantam tanto quem vive por aqui, como quem vem conhecer o lugar. A região de terra fértil, onde o sol brilha forte e prevalece na maior parte do ano, pode ser explorada não apenas pelo turismo. É um dos estados do país com grande potencial para geração de energia limpa através da luz solar e dos painéis fotovoltaicos.Por aqui, essa alternativa ainda é pouco utilizada. Em parte pela falta de conhecimento técnico, em outra pelo valor alto de investimento. No entanto, quem já aderiu à produção e consumo consciente por meio deste sistema gerador de energia, afirma que vale a pena e que o bolso agradece, já que a curto prazo a economia é garantida, e o meio ambiente, por ser o sol uma matéria-prima inesgotável, fica preservado.

O empresário Vanderlei Turatti está à frente da administração do Hibiscus Beach Club, em Ipioca, no Litoral Norte do estado há pouco mais de cinco anos. Durante este período, o consumo de energia sempre foi alto e um dos seus maiores desafios, já que quando passou a comandar o empreendimento tinha como missão tornar o local 100% sustentável.

Há um ano, ele resolveu investir e aderiu à produção de energia solar através dos painéis fotovoltaicos. O custo foi alto. Girou em torno de R$ 400 mil, mas o retorno vem em uma proporção ainda maior. “Atualmente 60% da energia que consumimos aqui é produzida por nós mesmos. É um investimento que traz resultados muito positivos. Para se ter uma ideia, passamos a economizar mensalmente cerca de R$ 13 mil, ou seja, daqui a pouco mais de 2 anos eu vou conseguir pagar o que gastei somente com o que temos economizado na redução do preço da conta de luz”, observa.

Ele conta que a energia solar apareceu para ele como uma solução às frequentes quedas de energia e o consequente uso do gerador para manter o lugar em pleno funcionamento. “Eu me lembro que chegou a faltar aqui 25 vezes em um único dia. Depois disso, decidi que algo precisava ser feito. Contratamos uma empresa. Ela fez o projeto e apresentamos à Eletrobras, que aprovou o material. Daí em diante passamos a utilizar essa fonte e nos livramos de um custo muito alto com eletricidade”, disse.

E se a economia pode ser vista nas cifras, no meio ambiente a redução de gás carbônico foi notada de uma maneira bastante significativa. De acordo com o inversor solar – aparelho utilizado para inverter a energia elétrica produzida pelos painéis de uma corrente contínua para uma corrente alternada e garantir a segurança do sistema, além de medir a energia produzida – desde o período em que os painéis passaram a ser utilizados, mais de 48 toneladas de CO² deixaram de ser jogadas na atmosfera. O aparelho aponta também que já foram produzidos mais de 68 mil kWh de energia em um total de 5.576 horas trabalhadas.

Filipe Duarte, dono da loja Ipanema Construções, no bairro do Poço, na capital, também decidiu investir no segmento. Ele conta que sempre foi muito curioso e se interessava pelo assunto, até que um dia, um vendedor chegou até o estabelecimento distribuindo um material de propaganda sobre os painéis. Ele entrou em contato e pouco tempo depois instalou o recurso.
“Hoje, 100% da eletricidade que consumimos na loja e na casa que moramos é gerada através da energia solar. Precisei investir cerca de R$ 100 mil, mas o resultado foi tão positivo, que em novembro, após concluir o financiamento no banco, já pretendo aumentar o sistema. Antes, pagávamos uma média de R$ 2.800,00 na conta de luz. Agora, o valor caiu para R$ 300. Além do dinheiro, também é importante para nossa empresa, pois isso mostra o quanto somos preocupados com a questão ambiental”, fala.

O ecólogo Mateus Gonzalez, da empresa de consultoria Teia Serviços Ambientais, afirma que a energia proveniente do sol é altamente viável e bastante positiva. Ele analisa, que embora o custo ainda seja alto, há uma tendência natural que ano após ano, esse valor diminua e muito mais pessoas passem a consumir eletricidade produzida por meio da luz solar.

“Diferente das hidrelétricas, que usam a água – um recurso que pode chegar ao fim – e causam muitos danos ambientais nas regiões onde as usinas são instaladas, os painéis geram energia através do sol, fonte inesgotável e renovável. Eles não causam impactos ambientais e são uma solução para o grave problema enfrentado pelo país de tempos em tempos com as crises hídricas”, fala.

No ano passado, o município de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió, encerrou as atividades no lixão da cidade. Gonzalez, que também é secretário de meio ambiente de lá, informou que existe um projeto para o lugar, antes tomado por dejetos e entulhos, que deverá se tornar um parque de produção de energia solar.

“Caso o projeto dê certo e seja viabilizado, a energia produzida lá será redirecionada para os órgãos públicos municipais. Isso vai gerar uma economia considerável para o município com as contas de luz e o dinheiro poderá ser revertido para outras ações”, explica.

Na ilustração abaixo, é possível entender de uma maneira mais eficaz como funciona a geração e o consumo de energia através dos painéis, mas o ambientalista também exemplifica. “Se uma estação gera 100 kWh e eles são lançados na rede elétrica – é importante dizer que a energia dos painéis não vai direto para as tomadas ou aparelhos eletrônicos, ela vai para a rede e depois volta para o consumidor – e ele consome 120 kWh, isso significa que ele tem um crédito de 100 kWh, ou seja, ele só pagará o excedente dos 20 kWh, que não conseguiu produzir”, fala.

Além disso, de acordo com regras criadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), quem instala o sistema em casa ou em empreendimento e conecta à rede elétrica local, passa a integrar o sistema de compensação de energia, os chamados créditos. O governo também passa a isentar o ICMS sobre a energia gerada.

Segundo dados fornecidos pela gerência de recursos energéticos da superintendência de Energia e Mineração da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), mais de 140 consumidores, entre residências, estabelecimentos comerciais, indústrias e imóveis na Zona Rural, já produzem juntos um total de 1,4 Megawatts de eletricidade, de acordo com informações da Eletrobras e da Aneel.

Produção em Alagoas

Instalada em Marechal Deodoro, a Pure Energy é a única fabricante de placas de energia solar de Alagoas e que deve iniciar o processo de comercialização de painéis fotovoltaicos até o final deste ano. Por trabalhar com a fabricação de peças altamente tecnológicas, o processo precisa passar por diversos testes e receber várias certificações. Por isso, mesmo o primeiro painel tendo sido produzido em fevereiro do ano passado, eles ainda não estão sendo vendidos.

De acordo com o diretor presidente da empresa, Gelson Cerutti, a energia solar é um segmento, que tende a crescer muito nos próximos anos. “Existe uma pesquisa internacional que aponta que, até 2040, o Brasil terá cerca de 31% da sua matriz energética proveniente da energia solar. Deste total, 27% será produzido em pequena escala, em locais como comércios, residências, indústrias e negócios de pequeno e médio porte”, ressalta.

Em Alagoas, ele conta que existem diversos projetos funcionando e outros em fase de implantação. Cerutti fala também que uma das principais vantagens para a aquisição dos painéis é o fato de instituições como o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) estarem financiando a compra dos equipamentos.

“É interessante dizer que os bancos só financiam os painéis produzidos no Brasil, justamente para incentivar e fortalecer a indústria no país. Nossa ideia para Alagoas é investir em funcionários capacitados e transformar a indústria em uma referência na produção deste tipo de material”, diz.

O empresário compara a situação do Brasil a de outros países. “Na Alemanha, a incidência dos raios solares é infinitamente menor que a nossa, mas a energia solar já representa 70% do total produzido lá. Imagina aqui, com todo esse sol. É sucesso garantido. Fora isso, tem o custo com manutenção, que é muito pequeno, já que os painéis têm vida útil de 25 anos, em média”, finaliza.

Fonte: Gazetaweb.com

Petrobras do Brasil entra em negócios de energia solar

A gigante petrolífera brasileira assinou um memorando de entendimento com a Total e sua subsidiária, a Total Eren, para investir em projetos eólicos e solares no Brasil.

Parece que nem uma semana se passou nos últimos meses, onde alguns grandes petrolíferos globais ou outros não revelaram planos para investir em energia limpa.

Desta vez, a gigante do petróleo brasileira, a Petrobras anunciou que vai unir forças com a aliada estratégica, a Total, com sede na França, e sua subsidiária de energia renovável, a Total Eren, para investir em energia eólica e solar em terra no Brasil.

As três entidades assinaram um memorando de entendimento não vinculante para avaliar o desenvolvimento do negócio conjunto em energia solar e eólica no mercado brasileiro, que segue um acordo de parceria estratégica selado pela Total e Petrobras em fevereiro de 2017. Naquela época, as duas empresas concordaram em avaliar as áreas potenciais de cooperação.

“Os principais benefícios no desenvolvimento de uma parceria desse tipo são a diluição de riscos relacionados ao negócio de energias renováveis ​​no Brasil e potenciais economias de escala e sinergias”, afirmou a Petrobras em comunicado divulgado hoje.

Sob o acordo assinado em março de 2017, a Petrobras concordou em vender cerca de US $ 2 bilhões em ativos de geração de petróleo e energia térmica para a companhia de petróleo francesa.

Atualmente, a Petrobras possui e opera cerca de 6,8 GW de ativos de geração de energia. São 34 usinas termoelétricas, eólicas e hidrelétricas, sendo a contabilidade termoelétrica a maior parcela. A empresa também está desenvolvendo um sistema fotovoltaico de 1,1 MW em uma de suas instalações no estado brasileiro do Rio Grande do Norte.

Incluindo a Petrobras, a lista de empresas petrolíferas que se transformam em energia solar agora compreende, entre outras, Repsol , Shell , Total , Eni , a norueguesa Statoil , a Hungria, Mol , Oman’s PDO e Jamaica’s PJC .

 

Fonte: PV Magazine

“Caesb economiza R$ 47,6 mil mensais com usina minigeradora fotovoltaica”

Com a instalação de uma usina minigeradora fotovoltaica, em Águas Claras, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) prevê economizar R$ 47.629,59 por mês em energia elétrica.

Com a instalação de uma usina minigeradora fotovoltaica, em Águas Claras, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) prevê economizar R$ 47.629,59 por mês em energia elétrica.
Com a instalação de uma usina minigeradora fotovoltaica, em Águas Claras, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) prevê economizar R$ 47.629,59 por mês em energia elétrica. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

A usina conta com 2.188 placas solares, que podem gerar 700 quiloWatt-pico (kWp) — ou 0,7 megaWatt-pico (mWp). Assim, é possível poupar até 45% do gasto na sede da Caesb (Centro de Gestão Águas Emendadas).

Segundo a técnica em eletricidade da Caesb Viviane Vieira, essa é a primeira instalação de energia fotovoltaica utilizada pela empresa pública.

“A sede ocupa o sétimo lugar no ranking das contas de energia da companhia, por isso começamos nela,” justifica a engenheira eletricista.

A legislação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), explica Viviane, determina que a minigeração de energia de uma companhia só pode prover até 5 megaWatt-pico (mWp) — isso deixa 4,3 mWp para serem usados em outras instalações da Caesb, já que 0,7 mWp vem da nova usina.

Inaugurada nesta semana, a usina custou R$ 3.417.417,59 — recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O investimento será pago em até cinco anos.

Ao lado do benefício financeiro, há o socioambiental. A economia equivale a 4.130.994 metros cúbicos de água usados, por ano, para gerar eletricidade.

Ela também evita a emissão de 669 toneladas de gás carbônico na atmosfera, anualmente — o mesmo que 4.011 árvores processam ou o que 664 carros lançam no ar, em igual período.

Além disso, os 700 kWp serviriam para abastecer cerca de 610 casas populares.

 

fonte: agenciabrasília

Conta de luz sofrerá reajuste de 8,8% em Julho no DF, e empresários buscam alternativas para fugir da inflação

As contas de luz em junho terão bandeira tarifária vermelha no patamar 2, o maior patamar entre as faixas tarifárias, de acordo com a Aneel, a decisão foi tomada em razão do fim do período chuvoso e a redução no volume dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com isso, há a necessidade de usar energia produzida pelas usinas termelétricas, que têm maior custo de produção.

A EncomSolar já instalou várias usinas fotovoltaicas para grandes empresários em seus estabelecimentos, ajudando os mesmos a saírem da inflação absurda que a Aneel vai começar a repassar aos consumidores a partir do dia 22 de Junho de 2018.

Por ser uma instalação rápida e não exigir uma grande obra, por não prejudicar o funcionamento do estabelecimento e por ter retorno de investimento garantido, a Energia Solar se tornou a alternativa mais procurada entre eles.

Os benefícios da instalação são imediatos, assim que os profissionais terminam todo o procedimento você já pode usufruir da energia que o sol vai te proporcionar, esse é outro motivo pelo qual a Energia Solar vem se destacando nesse meio e ganhando cada vez mais espaço entre empresários, reduzindo em até 90% o custo mensal com conta de energia. Invista em Energia Solar.

“Aneel aprova reajuste extraordinário para tarifa de energia em Brasília; alta média é de 8,81%”

“Aumento começa a valer em 22 de junho. Contas de luz de clientes da CEB ainda vão passar por reajuste anual em outubro.”

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) um reajuste extraordinário para as tarifas de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB).

O aumento médio nas contas de luz será de 8,81% e poderá ser aplicado pela distribuidora a partir de sexta (22).

Para os consumidores residenciais e comerciais, atendidos em baixa tensão, o reajuste médio será de 8,88%. Já para os consumidores industriais, que usam a energia em alta tensão, a alta média será de 8,81%.

As tarifas das distribuidoras de energia do país passam por reajuste uma vez ao ano. Quando é preciso fazer algum reequilíbrio nas contas dessas empresas, a Aneel promove um reajuste extraordinário, ou seja, adicional àquele já previsto no ano.

O reajuste regular da CEB está previsto para outubro. Portanto, além do aumento aprovado pela Aneel nesta terça, as contas de luz dos clientes da CEB podem ter nova alta em outubro.

De acordo com a Aneel, o reajuste extraordinário atendeu a um pedido da CEB e se deve a um desequilíbrio financeiro causado pelo gasto maior do que o previsto com a compra de energia, entre outros fatores.

A agência informou ainda que, se não fosse aplicado agora, esse aumento extraordinário teria que ser somado àquele já programado para outubro e seria mais caro para o consumidor devido à incidência de juros.

Segundo o diretor da Aneel Tiago Correa, que relatou o processo, com a revisão extraordinária o reajuste previsto para outubro será menor.

Fonte: Portal G1