Energia solar proporciona alternativas para enfrentar a estiagem no semiárido piauiense

Agricultores têm utilizado placas solares para bombear água do poço para irrigação, animais e consumo próprio.

A energia solar vem proporcionando agricultores, no semiário piauiense, alternativas para enfrentar a estiagem. No Povoado Canto da Vereda, a 50 km do Centro de Oeiras, agricultores não dependem mais do açude quase seco da comunidade para conseguir água.

Com os raios solares, eles conseguem bombear a água do poço para irrigação, animais e consumo próprio. Desde que a novidade chegou na comunidade há um ano, a irrigração não falha, a água sai na hora e na quantidade certa, deixando a horta viva.

“Antes a gente precisava não só do óleo, combustível do poço, como também toda a manutenção do motor. Às vezes quebrava, dava problema e a gente ficava semanas sem água”, lembrou a agricultora Diva da Silva.

O agricultor Luiz Costa foi outro que acreditou na transformação que as placas solares trariam para o campo. Elas estão instaladas na parte onde nada brotava da terra, mas os raios de sol que antes matavam, agora estão ajudado a resgatar a agricultura e pecuária da região.

Na propriedade com 40 hectares, o agricultor cria ovelhas, bodes e galinha, além do cultivo de macaxeira, melancia, batata doce, acelora, maracujá, pequi e cajueiros. O sucesso no negócio também ajudou a expandir outras áreas no terreno.

“Com este benefício que a gente implantou aqui, o pequi também se sentiu valorizado, priveligiado e com esta safra vai trazer mais uma hora extra, que nós não tinha”, declarou.
Fonte: G1

 

Hospital Veterinário de Rondônia é o primeiro no estado a usar energia solar

O Centro Universitário Faculdades Integradas Aparício Carvalho, em Porto Velho (RO), optou pela instalação de um sistema fotovoltaico que vai atender quase a totalidade do consumo em 142.619 Kwh/ano de energia elétrica do Hospital Veterinário. O projeto e execução foram realizados pela Quantum Engenharia, empresa catarinense no setor. Com 2.500 m², o espaço é o maior Hospital Veterinário da região Norte do país e o primeiro de Rondônia a utilizar energia solar para suprir a maior parte do consumo.
Até maio os laboratórios, salas de aula, consultórios e clínica já serão abastecidos pela geração de energia solar. A expectativa é de que o retorno médio do investimento ocorra em até nove anos. O sistema de 108,12 kWp conta com 408 painéis fotovoltaicos de 265 Wp. O ganho de sustentabilidade do hospital por ano é equivalente à preservação de 48.743 árvores, além de deixar de emitir 1.899.573 kg de CO₂ para o meio ambiente.
Gilberto Vieira Filho, presidente da Quantum Engenharia, que é a empresa responsável pelo projeto e obras, destaca a importância desse tipo de investimento. Segundo ele, essa tomada de consciência para a geração de energia limpa é muito importante. Para ele, o momento de escassez de recursos hídricos faz com que além da energia fotovoltaica ser excelente ao meio ambiente, ainda seja um investimento muito inteligente.

Fonte: Canal Energia

Estudo mostra como a energia solar pode reduzir o uso de termelétricas e os aumentos frequentes na conta de luz

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) identificou oportunidade de redução da conta de luz dos consumidores brasileiros, por meio da contratação da fonte solar fotovoltaica em novos leilões de energia do Governo Federal, como forma de aliviar a pressão sobre os recursos hídricos, reduzir os recorrentes despachos de usinas termelétricas fósseis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa do País.
Segundo estudo da entidade, os brasileiros poderiam ser beneficiados com uma economia de entre R$ 2 e 7 bilhões nas contas de luz em menos de cinco anos, via complementação da matriz elétrica brasileira com a fonte solar fotovoltaica, especialmente no subsistema elétrico da região Nordeste, região mais afetada pela seca e pela falta de disponibilidade de recursos hídricos para operação das hidrelétricas da região.
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A medida evitaria, também, a liberação de entre 15,4 e 17,9 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera no mesmo período, contribuindo para o cumprimento dos compromissos brasileiros de redução de emissões de gases de efeito estufa, assumidos junto ao Acordo de Paris.
O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, recomendou um debate aprofundado com relação à recente proposta divulgada pelo Ministério de Minas e Energia de contratar novas termelétricas fósseis a gás natural para o atendimento da região Nordeste.
“Porque trocar termelétricas antigas por outras termelétricas, quando poderíamos estar substituindo as termelétricas fósseis por usinas baseadas em renováveis, a preços menores? Temos um imenso potencial renovável subutilizado e que reduziria não apenas os custos financeiros, mas também os custos ambientais, de poluição e de gases de efeito estufa, de uma maneira muito mais efetiva e contundente. Outros países do mundo já começam a contratar renováveis com armazenamento para fins de segurança energética, com preços competitivos e sem emissões de gases de efeito estufa”, questiona Koloszuk.
O trabalho técnico identificou déficit estrutural de garantia física na matriz elétrica brasileira, ou seja, a necessidade de complementar a geração de energia elétrica, como medida de segurança de suprimento, para atender a projeção de demanda presente e futura.
Nos últimos anos, tal complementação tem sido realizada através do acionamento recorrente de termelétricas emergenciais, de custo mais elevado e com emissões de gases de efeito estufa, com consequente repasse destes custos à população. Isso contribui para os aumentos tarifários muito superiores à inflação repassados aos consumidores desde 2013.
“O parque gerador da matriz elétrica brasileira precisa ser robusto o suficiente para atender a demanda projetada, mesmo em cenários adversos, durante períodos de estiagem, e com margem de segurança capaz de assegurar o suprimento e minimizar o risco de déficit, ou seja, de apagões para a população. A fonte solar fotovoltaica pode ser parte estratégica desta solução, sendo uma fonte competitiva e de rápida implantação”, esclarece o presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia.
Leia mais: Energia solar atinge 350 MW em micro e minigeração no Brasil
As termelétricas mais caras do País foram reativadas nos últimos anos como uma medida de segurança de suprimento, por conta da severa crise hídrica que diminuiu a capacidade de geração de energia elétrica das hidrelétricas.
Esta medida foi retomada em 2018, levando o País a estabelecer, por meses consecutivos, a “bandeira tarifária vermelha nível 2”, maior patamar de tarifa previsto no setor e que indica elevação no uso de termelétricas fósseis onerosas para suprir a demanda brasileira.
Como resultado desta medida, que visa evitar um novo apagão, os consumidores brasileiros terão de pagar uma conta extra que já soma centenas de milhões de reais para cobrir os custos mensais de operação das usinas fósseis emergenciais em operação.
Para aliviar os custos sobre a sociedade brasileira, o estudo da ABSOLAR aponta que existem formas de superar estes desafios econômicos e ambientais: diversificando a matriz elétrica nacional, com a expansão de fontes renováveis competitivas, a exemplo da fonte solar fotovoltaica, capaz de produzir mais energia elétrica justamente em períodos de pouca chuva e sol intenso.
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“A ampliação planejada da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira contribuiria significativamente para reduzir o acionamento das termelétricas fósseis mais onerosas ao país, diminuindo custos aos consumidores, reduzindo emissões de gases de efeito estufa e aliviando a pressão sobre os recursos hídricos na geração de energia elétrica. Simultaneamente, a medida promoveria a geração de empregos locais qualificados, proporcionando ganhos de renda para a população e contribuindo para a retomada da economia nacional” destaca Sauaia.

Fonte: Ambiente Energia

Cientistas descobrem nova forma de transformar luz solar em combustível

Britânicos são os primeiros a criar, com sucesso, fotossíntese semi-artificial impulsionada somente por luz natural

CAMBRIDGE, Inglaterra – Acadêmicos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, se tornaram os pioneiros em uma nova maneira de transformar luz solar em combustível. Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da renomada instituição britânica, usou luz solar para extrair hidrogênio da água, o que pode gerar uma fonte verde e ilimitada de energia renovável.

A técnica usada pelos pesquisadores é chamada de fotossíntese semi-artificial: consiste em “dividir” a água em hidrogênio e oxigênio, imitando a “lógica fotossintética” das plantas. Eles fizeram isso usando uma mistura de componentes biológicos e tecnologias produzidas pelo homem. O objetivo é explorar novas formas de produzir e armazenar energia solar.

O método desenvolvido pelos pesquisadores também conseguiu absorver mais luz solar do que a fotossíntese natural.

A fotossíntese é o processo que as plantas utilizam para converter a luz solar em energia. O oxigênio é produzido quando a água absorvida pelas plantas é “dividida”. É uma das reações mais importantes do planeta porque é a fonte de quase todo o nosso oxigênio. Já o hidrogênio que é produzido nesse processo é considerado uma potencial fonte de energia renovável poderosa.

PESQUISADORES PREVEEM REVOLUÇÃO NA ENERGIA RENOVÁVEL

A pesquisa pode, a partir de agora, ajudar a revolucionar os sistemas usados para produção de energia renovável. Um artigo sobre o estudo, publicado esta semana na revista “Nature Energy”, descreve como os acadêmicos do Laboratório Reisner, em Cambridge, desenvolveram sua plataforma para obter uma divisão de água movida a energia solar.

— A fotossíntese natural não é eficiente porque evoluiu meramente para sobrevivência, de modo que reduz a quantidade mínima de energia necessária, que seria de cerca de 1% a 2% do que poderia potencialmente converter e armazenar — diz Katarzyna Sokó, primeira autora da pesquisa e estudante de doutorado em Cambridge.

A fotossíntese artificial existe há décadas, mas ainda não foi usada com sucesso para criar energia renovável, pois depende do uso de catalisadores, que geralmente são caros e tóxicos. Isso significa que ainda não pode ser usada para ampliar as descobertas em um nível industrial.

A pesquisa de Cambridge faz parte do campo emergente da fotossíntese semi-artificial, que visa superar as limitações da fotossíntese totalmente artificial, usando enzimas para criar a reação desejada.

A pesquisadora Katarzyna Sokó espera que as descobertas permitam o desenvolvimento de novos sistemas de modelos inovadores para conversão de energia solar.

— É emocionante — descreve ela. — Essa poderia ser uma ótima plataforma para o desenvolvimento de tecnologias solares. A abordagem poderia ser usada para unir outras reações, aprender com elas e depois construir peças sintéticas e mais robustas de tecnologia de energia solar.

UM ‘MARCO’ NA ÁREA

Este modelo é o primeiro a criar, com sucesso, um sistema de fotossíntese semi-artificial impulsionado puramente pela energia solar.

O pesquisador Erwin Reisner, chefe do Laboratório Reisner, da Universidade de Cambridge, e um dos autores do artigo, descreveu a pesquisa como um “marco”:

— Este trabalho supera muitos desafios difíceis associados à integração de componentes biológicos e orgânicos em materiais inorgânicos para a montagem de dispositivos semi-artificiais. Abre um novo horizonte para o desenvolvimento de futuros sistemas de conversão de energia solar.

Fonte: G1

Número de casas que usam energia solar aumenta em São Carlos e Araraquara

Investimento em placas solares em São Carlos cresceu 184%. Já em Araraquara, o crescimento foi ainda maior, chegando a 650%

O número de casas que usam energia solar aumentou em São Carlos e Araraquara (SP). Os consumidores estão investindo nas placas solares para economizar na conta de energia elétrica.
A Apae de São Carlos gastava R$ 3 mil por mês com energia elétrica e agora paga em média R$ 200. A instituição instalou o sistema fotovoltaico, que usa energia solar.
Pelo celular é possível acompanhar a geração de energia e a quantidade utilizada. O diretor Omar Quadros Motta conta que a Apae produz mais energia do que ela gasta. O que sobra vira um crédito para outros meses.
“Quando a gente gera menos energia por causa do inverno que tem menos sol, a gente retira essa energia da concessionária, um crédito”, disse.

Energia solar em alta

Em São Carlos, o número de consumidores passou de 13 para 37 nos últimos dois anos, tendo um aumento de 184%. Em Araraquara, o crescimento foi ainda maior, subindo de 8 para 60, aumento de 650%.
O aumento da procura tem reflexo na produção dos aparelhos. Em uma fábrica em São Carlos, o dono Windson Bernardo conta que as vendas crescem, em média, 300% ao ano.

Fonte: G1

Energia solar ganha espaço na Zona Rural do Noroeste Paulista

Quase duas toneladas de abóboras saem todo mês da plantação de Ademir Ralio, em Votuporanga (SP). Para manter a lavoura bonita e produtiva, não pode faltar energia, que garante o funcionamento dos aspersores, bomba d’água e das lâmpadas da casa.

O agricultor chegou a gastar até R$ 1 mil com energia elétrica na época de seca. Para deixar a conta mais barata, Ademir investiu em energia solar, que tem ganhado cada vez mais espaço nas cidades e também no campo. Agora, o agricultor garante que paga a conta de energia a cada dois meses e gasta no máximo R$ 90.

As 36 placas fotovoltaicas instaladas fazem parte de um sistema responsável por gerar toda a energia consumida na propriedade. O equipamento instalado neste ano tem sistema conectado na rede elétrica.

O engenheiro elétrico Arley da Silva explica que a energia produzida é consumida de forma instantânea. Caso o consumo seja menor que a produção, o excedente vira crédito de energia para ser usado em outro momento.

Ademir investiu pouco mais R$ 60 mil e fez um financiamento em dez parcelas anuais. Com a economia na conta, a expectativa é que em seis ou sete anos o equipamento seja pago

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar mostram que o meio rural brasileiro atingiu 15,8 megawatts de utilização operacional de energia fotovoltaica. Isso significa que o uso de energia solar cresceu nove vezes em 2017 e já dobrou neste ano.

A energia renovável também ajuda a matar a sede do rebanho de uma fazenda de 100 hectares em Marinópolis (SP). O bebedouro, com capacidade para 23 mil litros, está sempre cheio por causa do sol. Neste caso, o sistema não é conectado à rede elétrica. Três placas são responsáveis por puxar do poço profundo aproximadamente 3 mil litros de água por hora. Em dias ensolarados a máquina trabalha pelo menos 6h.

Do reservatório, a água segue por gravidade pelos canos até chegar aos animais. Foi a solução para um problema que apareceu há quase cinco anos, quando uma estiagem forte deixou o gado sem água.

Milton Carlos Branco, gerente da fazenda, fala que um transformador com energia elétrica iria custar cerca de cem mil reais. Para instalar o gerador a base de energia solar, o investimento foi de R$ 7,2 mil.

Fonte:G1

Projeto exibe filmes gratuitos no Ceará utilizando energia solar

Os projetos utilizam energia limpa e renovável para exibição de filmes, unindo arte, cinema e sustentabilidade. Ele funciona a partir de uma van equipada com placas solares.

O projeto Cinesolar, iniciativa brasileira de cinema itinerante que exibe filmes a partir da energia solar, visita três cidades do Ceará neste mês.

As cidades de Aracati, Itarema e Amontada irão receber o Cinesolar. Já a cidade de Pacajus, na região da Grande Fortaleza, recebe o Cinesolazinho, versão para crianças.

Os projetos utilizam energia limpa e renovável para exibição de filmes, unindo arte, cinema e sustentabilidade. Ele funciona a partir de uma van equipada com placas solares com autonomia de mais de 20 horas, que possibilitam, através de um sistema a exibição de energia solar para elétrica.

As apresentações ocorrem em praças públicas e quadras esportivas, principalmente em regiões carentes que não contam com cinemas.

Fonte: Uol

Projeto que exibe filmes gratuitos em caminhão com sistema de energia solar chega ao Grande Recife

Um projeto itinerante que prevê a exibição de filmes gratuitos com apoio de sistema de energia solar chega ao Grande Recife. No domingo (12), o caminhão do Cinsolar, que circula por todo o Brasil, estaciona no Parque Aldeia dos Camarás, no quilômetro 11 da Estrada de Aldeia, em Camaragibe, promovendo uma sessão ao ar livre, a partir das 18h.

Além da exibição de filmes, a iniciativa prevê a realização de eventos de arte e sustentabilidade por meio de oficinas artísticas e lúdicas. O projeto é promovido pela prefeitura, em parceria com o Fórum Socioambiental de Aldeia.

O Cinesolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil movido a energia limpa e renovável. São dois carros equipados com placas solares e fotovoltaicas que usam um sistema conversor de energia solar para elétrica.

No interior dos veículos há cadeiras para o público, sistema de som, projeção e telão. A primeira unidade do Cinesolar é equipado com cabine de DJ com sistema de som para acompanhar as atividades. A segunda estação móvel de cinema, denominado Cinesolar Tupã, conta com um estúdio de TV.

A equipe viaja com um veículo equipado com placas solares, um sistema conversor de energia e um telão de 200 polegadas, além de sistema de projeção para as exibições.

Fonte: G1

 

Curitiba poderá ter Rodoferroviária com Energia Solar Fotovoltaica

A Rodoferroviária de Curitiba poderá ter em breve um projeto fotovoltaico, com instalação de células nos telhados dos prédios para captação de energia solar. O projeto foi apresentado à Copel pela Serra Verde Express, concessionária dos trens turísticos na ferrovia Curitiba/Paranaguá.

De acordo com o diretor da operadora, Adonai Aires de Arruda Filho, a ideia é aproveitar a extensa área do complexo do terminal para produzir energia limpa e renovável, reduzindo gastos a longo prazo e ainda reforçando a rede da Copel.

“O complexo da Rodoferroviária tem uma área extensa que pode ser aproveitada para gerar energia limpa, com grande redução de gastos com eletricidade a longo prazo”, disse Adonai Aires de Arruda Filho, diretor da Serra Verde Express.

O presidente da Copel, Jonel Iurk, afirmou que a companhia vai estudar uma forma de participação e destacou o conceito do projeto. “Vai trazer um aumento importante de energia limpa na rede, uma alternativa moderna e sustentável”, com as placas fotovoltaicas.

O empresário Adonai Aires de Arruda, da Holding HigiServ, grupo proprietário da Serra Verde, disse que o projeto também agrega valor ao potencial turístico do espaço.

“A Rodoferroviária já é uma grande vitrine da cidade. Este projeto aumentará o conceito de cidade inteligente que Curitiba já trabalha”.

A área tem quatro prédios que podem ser usados no projeto: a oficina, a estação rodoferroviária e os dois prédios da rodoviária. Somente a área da rodoferroviária tem 9 mil metros quadrados de telhados.

“Vamos trabalhar pelo aproveitamento máximo possível, tentando envolver todos os parceiros no projeto”, disse Adonai Arruda.

Fonte: Ambiente Energia

Egito constrói, em pleno deserto, a maior fazenda solar do mundo

A previsão é de que, até 2019, esteja concluído o complexo de 30 usinas que ajudará o país a fazer a transição de energia de combustíveis fósseis para fontes verdes

O Egito será casa da maior fazenda solar do mundo. Localizado a 650 quilômetros ao sul da cidade do Cairo, o parque solar deve ser inaugurado no ano que vem, causando uma importante mudança na produção de energia do país. Atualmente, o Egito tem mais de 90% de sua eletricidade proveniente do petróleo e do gás natural. O governo prevê que até 2025 consiga obter 42% da eletricidade a partir de fontes renováveis.

O local não fica longe de onde nasceu um sonho solar em 1913, pelas mãos do americano Frank Shuman. Para aproveitar o forte sol egípcio, ele construiu nos arredores de Cairo aquela que pode ser considerada a primeira usina térmica solar do mundo. Na época, a energia  solar gerada chegava a bombear 6.000 galões de água do rio Nilo, o principal do país, para irrigar um campo de algodão próximo dali. A criação, porém, “foi por água abaixo” no período da II Guerra Mundial, quando houve a descoberta do petróleo barato.

De volta a 2018, as autoridades egípcias têm falado bastante do potencial do setor de energias renováveis do país, principalmente porque visam a geração de empregos e um grande crescimento. Além disso, desejam reduzir as emissões de gases na atmosfera. Recentemente, a capital Cairo foi considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda cidade mais poluidora do planeta.

O complexo será operado por grandes empresas de energia do mundo e deve gerar até 1,8 gigawatts de eletricidade. Isso é o suficiente para abastecer centenas de milhares de residências e empresas. O local contará com um total de 30 usinas solares e placas fotovoltaicas. A primeira delas começou a funcionar em dezembro e já emprega 4 mil trabalhadores.

Crise energética
O fechamento de fábricas e de estabelecimentos comerciais em geral devido a blecautes prolongados foi um dos motivos que levaram a população egípcia às ruas em 2011. A consequência dessa insatisfação social foi a destituição do presidente Mohamed Morsi, em 2013.

Hoje, a população não enfrenta mais interrupções energéticas, mas o Egito – antes um exportador de gás – precisa importar gás natural liquefeito, o que é caro, para atender a 96 milhões de habitantes. A expectativa é que a demanda por energia mais que dobre até 2030, de acordo com Victoria Cuming, da Bloomberg New Energy Finance.

Fonte: G1