Energia solar: custo de equipamentos pode cair à metade em dez anos

Essa é a fonte energética que mais tende a crescer no país. Eólica deslancha e deve assumir o 2º lugar na matriz

RIO – Um crescimento explosivo é esperado para os próximos anos na geração de energia eólica e solar, que respondem, respectivamente, por 8,12% e 0,95% da matriz elétrica brasileira. São 568 parques eólicos e mais de sete mil aerogeradores em 12 estados. A solar ainda tem presença incipiente, mas é na qual se espera o maior avanço. O consultor Antonio Bolognesi, da Opperman Engenharia e Consultoria, estima que, com o aumento da demanda por essa fonte, o custo dos equipamentos deve cair à metade em dez anos, impulsionando o crescimento da geração distribuída (feita pelo próprio consumidor).

— Em 2012, havia apenas uma instalação de energia fotovoltaica ligada no sistema. Agora, temos de 40 mil a 50 mil ligações. Nos próximos cinco a dez anos, chegaremos a um milhão — diz Bolognesi.

A superintendente de Energia do BNDES, Carla Primavera, confirma o potencial de crescimento e diz que o mercado de renováveis tem despertado grande interesse de investidores internacionais. O BNDES foi o primeiro banco brasileiro a emitir Green Bonds, títulos lastreados em projetos de energia eólica e solar. Levantou US$ 1 bilhão — o equivalente a R$ 3,8 bilhões — com a emissão, mas a demanda foi cinco vezes maior.

O avanço dessas duas fontes de energia levanta discussões sobre a necessidade de manutenção dos subsídios. Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), diz que, em breve, a eólica ocupará o segundo lugar na matriz elétrica, superando a energia gerada com biomassa.

Para ela, nenhuma fonte de energia precisa mais de subsídio hoje porque, desde 2013, o Brasil faz leilões de energia por fonte, o que permite que as características de cada uma sejam levadas em conta na precificação. Mas Elbia aponta ser necessária uma reforma estrutural no setor elétrico, para incorporar as inovações tecnológicas recentes.

Já Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSolar) cobra a criação de uma política para essa fonte de energia, por exemplo nos programas de habitação popular e prédios governamentais. Além disso, diz ser preciso desenvolver uma política industrial para fabricar módulos fotovoltaicos no país. Hoje, a carga tributária para a indústria chega a 50%, o que inviabiliza a competição com o produto importado.

Fonte: O GLOBO

 

Chesf inicia estudo com painéis solares em reservatório de Sobradinho

Além dos múltiplus usos já tradicionais, como abastecimento urbano, geração hidrelétrica, irrigação, navegação, lazer e piscicultura, as águas verdes do Rio São Francisco agora também abrigam uma Usina Solar Fotovoltaica Flutuante, que transforma a luz solar em energia elétrica. A planta piloto de painéis solares foi instalada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, e deve entrar em operação em dezembro.

Esse sistema de geração concentrada de energia fotovoltaica em usinas utilizando a área de reservatórios é pioneiro no Brasil. Até então, ele só havia sido instalado no solo. Segundo a Chesf, o objetivo é avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto para que ele possa participar de leilões de venda de energia e ser reproduzido em outros reservatórios ou até mesmo em rios.

 

Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf)
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) – Saulo Cruz/MME

“Isso pode ser muito bem replicado em lugares onde o Brasil é rico em rios, na Amazônia e regiões do Centro-Oeste, por exemplo. Estamos criando uma oportunidade”, explicou o gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Chesf, José Bione, contando que, quando o projeto estiver concluído, a usina flutuante terá capacidade de abastecer 20 mil casas populares.

A plataforma flutuante já instalada em Sobradinho tem 7,3 mil módulos de placas solares, área total de 10 mil metros quadrados e capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp). Outros 4 MWp deverão ser instalados em 2019. Quando o projeto estiver concluído, com 5MWp, a usina flutuante deverá contar com 35 mil módulos e 50 mil metros quadrados de área sobre o reservatório de Sobradinho. O investimento total da Chesf é R$ 56 milhões.

Para comparação, o reservatório de Sobradinho tem uma superfície de espelho d’água de 4,2 mil quilômetros quadrados, com uma usina capaz de gerar 1,05 mil MW. Mas, atualmente, por causa da baixa vazão, a usina está gerando em torno de 180 MW.

Energia limpa e mais barata

Ontem (28), o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, visitou a usina flutuante e disse que o modelo centralizado do setor energético brasileiro precisa ser repensado pois não beneficia o consumidor. Ele defendeu a diversificação da matriz energética, aproveitando as potencialidades de cada região. “No Nordeste, por exemplo, temos que criar um modelo que permita que o vento e sol, que são fontes de energia mais barata, possam beneficiar os consumidores”, disse, explicando que no Centro-Oeste, por exemplo, o biocombustível é muito mais barato que outras áreas.

Para o ministro, havendo viabilidade, é preciso criar condições para que o potencial produtivo da fonte de energia fotovoltaica possa ser desenvolvido no país, com equipamentos produzidos no Brasil e a custos mais baratos. “Para que o produto final não imponha ao consumidor brasileiro continuar pagando a energia mais cara do mundo”.

Ele alertou ainda que, com a previsão de crescimento da economia em 2,5%, logo o país terá dificuldades por falta de energia. “Se não tivéssemos tido a maior crise econômica da nossa história, nós teríamos tido o maior apagão da nossa história”, explicou. “Estamos aqui buscando abrir a mentalidade, os hábitos, a cultura do setor elétrico brasileiro para conviver com inovação. Não dá para se repetir os mesmos métodos, ter os mesmos modelos que têm gerado uma das energias mais caras do mundo”.

Estudos em andamento

Os técnicos envolvidos no projeto da Chesf vão estudar a eficiência da tecnologia fotovoltaica resfriada naturalmente pela água e pelo vento, já que as placas instaladas em terra perdem eficiência sob forte calor. Os impactos ambientais também são objetos de estudo. “A planta de 1 MWp aparentemente não faria interferência, mas se ampliarmos para usinas de 30 MWp ou 100 MWp é preciso ver o comportamento da fauna aquática”, explicou Bione.

 

Usina Fotovoltaica Flutuante, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco
A plataforma é fixada ao fundo do reservatório por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores – Saulo Cruz/MME

Os estudos dos sistemas de ancoragem, conexão e conversão de energia também são pioneiros. A plataforma é fixada ao fundo do lago por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores que atuam na construção e manutenção, mas será preciso analisar seu comportamento em água corrente e com a movimentação da barragem.

Para entrar em funcionamento, ainda serão instalados contêineres de conversão da energia em corrente contínua, produzida pela plataforma, para energia em corrente alternada, própria para ser enviada às linhas de transmissão da usina hidrelétrica. De acordo com Bione, esta é outra vantagem da instalação de usinas fotovoltaicas nesses reservatórios, já que elas aproveitam as infraestruturas de transmissão, reduzindo, inclusive, as perdas de energias.

Além da usina flutuante, a Chesf desenvolve outros projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Região Nordeste, com foco no avanço dos estudos de tecnologias em geração solar e em outros projetos de inovação. Eles estão centralizados no Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina (Cresp) e somam cerca de R$ 200 milhões.

De acordo com especialista em engenharia elétrica e professor da Universidade de Brasília, Rafael Shayani, a previsão é que até 2050, com o crescimento do país, o consumo de energia triplique. Ele avaliou que projetos como o de Sobradinho são positivos já que não causam impacto ambiental adicional. “Quando você produz energia com uma fonte solar você tá postergando a construção de uma nova hidrelétrica e evitando que uma termelétrica, que queima combustível fóssil e emite gás efeito estufa, seja ligada”, argumentou.

Instalação em residências

De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apesar de crescente, a geração concentrada em usinas de energia fotovoltaica representa apenas 1% da matriz energética brasileira, com pouco mais de 2,2 mil empreendimentos em operação. Por outro lado, a geração distribuída, diretamente nos telhados das residências e empresas, vem se popularizando. A própria sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, também já tem seu sistema próprio de energia solar fotovoltaica.

O professor Rafael Shayani, contou que a Alemanha já utiliza a tecnologia há mais de 20 anos e que, com a entrada da China no mercado, tanto produzindo, quanto consumindo energia fotovoltaica, os preços dos equipamentos caíram muitos nos últimos anos. “Só nos últimos três anos, o preço caiu para praticamente a metade”.

Segundo ele, cerca de 40 mil residências no país já possuem esse sistema instalado em seus telhados. Desde 2012, a Aneel permite a instalação individual dos equipamentos, desde que autorizados e fiscalizados pela distribuidora de energia da região. “É como se o relógio andasse para trás”, explicou o professor. O consumidor gera e utiliza sua própria energia durante o dia e o excedente entrega para a distribuidora. À noite, pega essa energia de volta. Com isso, há uma compensação na conta no fim do mês.

“Então, se você fizer um investimento em energia solar, você instala na sua casa, gera energia limpa, não paga mais conta de energia e tem um lucro no final das contas”, disse, explicando que para o consumo médio de uma família, o investimento para compra e instalação dos equipamentos é de cerca de R$ 12 mil. O retorno financeiro desse sistema vai variar de cinco a dez anos, com o uso de um equipamento que tem 25 anos de vida útil em média.

 

Panificadoras potiguares investem em energia solar e conseguem economia de até 50%

Além de fortalecer imagem da empresa por contribuir com a redução do impacto ao meio ambiente, energia limpa gera outro diferencial competitivo: redução nos custos fixos.

Empreendimentos do setor da panificação têm investido na geração de energia solar como alternativa aos padrões tradicionais no Rio Grande do Norte. Além de fortalecer a imagem da empresa por contribuir com a redução do impacto ao meio ambiente, esse tipo de energia gera outro diferencial competitivo: redução nos custos fixos do empreendimento e a possibilidade de oferecer preços mais justos aos clientes.

Por ser uma fonte sustentável e econômica, o sistema solar fotovoltaico – que transforma a luz do sol em energia para o uso comum – está na mira dos panificadores do estado e é aposta certa para inovação. Embora os equipamentos necessários à instalação ainda sejam de alto custo, os empreendedores garantem que o investimento é válido, já que o sistema de painéis solares atua de modo independente e não está sujeito à elevada carga tributária ou à variação das tarifas de eletricidade.

Além disso, recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) anunciou uma linha de crédito permanente para apoiar investimentos em fontes de energia renováveis. Esses incentivos governamentais também têm sido propulsores para a adoção de tecnologias sustentáveis. No caso da Padaria Brasil, estabelecimento centenário localizado em Macaíba, na Grande Natal, a adesão ao sistema aconteceu há pouco mais de dois anos. Embora planejado há mais tempo, Pedro Messias da Cruz (75) estudou o processo de transformação da empresa e aguardou o momento oportuno para o investimento.

“Consegui um crédito junto ao Banco do Nordeste e, desde então, venho pagando o financiamento, que é regressivo. O valor da mensalidade do crédito chega à metade do que eu estaria pagando hoje na conta de luz”, assegura Pedro Messias. A economia, que chega a 50% de redução nos custos mensais, é ainda maior após a quitação do investimento. Depois, a única taxa que continua sendo paga à Companhia Energética do Estado (Cosern) é a tarifa mínima, que não chega a R$ 70. Além de gerar energia para a própria empresa, o excedente é doado para a Cosern, que faz uso do provento sem retorno monetário à padaria.

A tecnologia para o setor tem se tornado cada vez mais eficiente e acessível. Os empresários alegam que essa iniciativa pode refletir diretamente no bolso do cliente, por garantir maior rentabilidade para a empresa e, consequentemente, a expansão do setor.

Em Natal, a Panificadora Rainha também aposta na instalação dos painéis solares para produção de energia fotovoltaica. Apesar de o sistema ainda estar sendo implementado, a expectativa é de “excelentes” resultados para a padaria. “O incentivo veio após uma palestra promovida pela Associação dos Panificadores do Estado (AIPAN). Ainda estamos na fase de investimento, mas não tenho dúvidas dos benefícios para o negócio: reduz custos, ajuda ao meio ambiente e ainda valoriza o empreendimento”, fala com o empresário Pedro Ney Pentes, proprietário da panificadora.

Fonte: G1

Conta de luz cairá com energia solar e fim de “gatos”, aponta Ibaneis

Após reunião com ministro da área, governador eleito disse que pretende investir em placas solares em regiões de baixa renda

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) apontou nesta quarta-feira (14/11) que é possível reduzir a conta de luz no Distrito Federal. A proposta é acabar com os “gatos” e investir em placas solares em áreas de baixa renda “para que a gente tire um peso dessa sobrecarga de pagamento que existe nas classes média e alta”. “Não existe almoço grátis. Quando há distribuição e não há o pagamento, alguém está pagando por essa energia”, disse.

O emedebista se reuniu nesta quarta (14) com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. De acordo com Ibaneis, foi colocada à disposição do DF uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com juros baixos. “Quanto mais a gente levar condições para que as classes mais pobres possam pagar menos, vamos ter uma energia mais barata para a população de alta renda”, disse.

O emedebista afirmou que o futuro diretor-presidente da CEB Distribuidora, Wander Azevedo, entrará em contato com o ministério a fim de dar andamento às articulações. “Vamos colocá-lo em contato para que agilizem esses projetos, principalmente no Pôr do Sol, no Sol Nascente e demais áreas de baixa renda”, destacou.

 

Interbairros
No encontro com Moreira Franco, também entrou em pauta o projeto Interbairros, que prevê a construção de uma via expressa entre o Setor Policial Sul, no Plano Piloto, e Samambaia. A proposta prevê a alteração das linhas de transmissão. “Vim pedir um empenho no sentido de nos ajudar em relação à Aneel e à Furnas no que diz respeito à autorização para o aterramento dos cabos”, disse.

O emedebista afirmou que pretende iniciar as obras entre abril e maio e 2019. O aterramento tem custo previsto em R$ 500 milhões, mas de acordo com Ibaneis, a obra será bancada pela negociação dos terrenos ao redor da Interbairros. Atualmente, o empreendimento está em um processo de parceria público-privada na qual o consórcio vencedor poderá explorar os lotes ao longo da via.

“A autorização do ministério é fundamental porque ele é quem faz toda a regulação do sistema e o empenho nessa área”, concluiu Ibaneis.

Fonte: Metrópoles

Seminário de energia fotovoltaica apresenta futuro a Janaúba e região.

Um futuro de geração de empregos e oportunidades. Essa é a visão apresentada  pelos palestrantes  que participam nesta quarta feira(07) do seminário de energia fotovoltaica que acontece em Janaúba, no Norte de Minas.

Segundo   dados repassados no encontro por especialistas existem inúmeras possibilidades de ganhos advindos da utilização desse tipo de energia. Para empresas e uso residencial as possibilidades são da redução imediata das contas de energia após a instalação de todo o sistema.

Um empreendimento em  Janaúba que é pioneiro na instalação do painéis para geração de energia solar pagava 12 mil reais por mês de energia na rede da CEMIG.

Depois da  colocação das placas  e todo os equipamentos para a geração de energia a conta  caiu para  cerca de 100 reais mensais. Além disso existe a possibilidade de utilização do excedente de energia para geração de outros recursos. A grande possibilidade macroeconômica para  o norte de Minas no entanto, é o desenvolvimento das redes de distribuição de energia, a instalação de subestações que vão colocar Janaúba e o  Norte de Minas no mapa  nacional de geração  de energia solar.

A expectativa é que só para montagem de toda a rede deverá haver uma geração de 5 mil empregos diretos. E não para por aí. Com o funcionamento  pleno do sistema toda a região poderá ganhar. Ganha a prefeitura que deverá receber impostos advindos da venda de energia no sistema nacional e ganham também proprietários de terra  na região que poderão fechar parcerias com consórcios  que irão explorar a geração de energia fotovoltaica na região.

Já existem informações  de dezenas de contratos que foram fechados com  proprietários que irão ceder terras para implementação das placas de energia em Janaúba . A estimativa é  que  o gasto total  para implementação de todo o sistema com redes, placas e outros aparatos tecnológicos fique entre 10 e 15  bilhões de reais.  Segundo   os palestrantes, a região precisa urgentemente formar profissionais capacitados para trabalhar no setor que será o maior gerador de emprego nos próximos anos na região norte de Minas.

Fonte: Jornal Monte Carlos

Portugal aposta em plataformas flutuantes para capturar energia solar

Com cada vez mais demanda de consumo de energia em todo o mundo, há a necessidade de repensar os métodos de geração de energia atuais. Em Portugal, por exemplo, está surgindo uma proposta bacana: a instalação de plataformas flutuantes em espelhos d’água para captar energia solar — chamadas de Plataformas de Energia Solar Flutuante.

A ideia é começar a construir a novidade depois da finalização do maior parque eólico flutuante na costa de Viana do Castelo, o que deve acontecer em 2019. De acordo com previsões do Banco Mundial, nas próximas duas décadas haverá uma explosão na oferta e demanda de energia solar, em especial por meio dessa tecnologia flutuante.

Esses painéis solares previnem o crescimento de algas nas áreas represadas e também inibem a evaporação em climas mais quentes, prevenindo até 90% dessa evaporação graças à sua estrutura especialmente desenvolvida para esta finalidade. Ainda, a energia solar flutuante não ocupa espaço em terra e, portanto, não precisa de investimentos para a preparação do piso ou do solo para acomodar as estruturas dos painéis.

Já falando em desvantagens, aqui entra o custo. É que plataformas flutuantes e a fiação resistente à água são mais caras do que seriam em painéis terrestres. De qualquer maneira, o investimento vale a pena, porque o custo dos painéis está caindo no país — pioneiro desta tecnologia na Europa.

Entre 2016 e 2017, Portugal criou a primeira central do tipo na Barragem do Alto Rabagão. O sistema tem capacidade de 220 quilowatts no pico e produz 300 MWh por ano. A tecnologia vem apresentando, ainda, vantagens ambientais com a proteção da radiação solar no meio subaquático, com menor proliferação de algas e com redução do efeito eutrofizante, diminuindo as emissões de gases de efeito estufa. Ainda é uma solução mais cara do que painéis instalados em terra, é verdade, mas especialistas já vêm estudando soluções otimizadas para reduzir esse diferencial em um prazo não muito longo.

Assim, espera-se que, em um futuro próximo, vejamos mais e mais plataformas flutuantes de energia solar sendo construídas ao redor do mundo, com espelhos d’água se tornando painéis de captação de energia solar, que converte a luz do Sol em eletricidade por meio da tecnologia fotovoltaica — visando mais eficiência e menos dano para o meio-ambiente.

Fonte: Canaltech

Energia solar ganha força nas pequenas e médias empresas

Além de ser uma fonte sustentável, o sistema fotovoltaico pode reduzir os gastos fixos do seu empreendimento.

O anseio pela independência financeira estimula muitos brasileiros a abrir seu próprio negócio. Dados da pesquisa GEM 2017, o mais recente relatório divulgado pelo Sebrae/IBQP, mostra que o país abriga 49,3 milhões de empreendedores. O crescimento do setor se dá devido ao percentual de profissionais que empreendem por oportunidade, como revelam 59% dos entrevistados do estudo. Entre as áreas de atuação, a maioria opta pelo setor de serviços, compondo 55,8% dos participantes.

Apesar do entusiasmo, os desafios de gerenciar uma empresa são grandes. Alcançar o break-even nos anos iniciais requer um corte de custos inteligente para que negócio não fique refém do lucro. Uma das soluções para isso é o investimento em energia solar como forma de reduzir a conta de luz, uma despesa fixa em qualquer tipo de empreendimento.

Amplamente adotado em países como Alemanha, China e Estados Unidos, o sistema solar fotovoltaico (que transforma a luz do sol em energia para o uso comum) vem conquistando o Brasil. Com a excelente incidência solar do nosso país, o potencial para crescimento dessa fonte é enorme: segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estima-se que, até 2024, 886,7 mil unidades consumidoras deverão receber créditos dessa energia. Até o momento, quem mais se beneficia do sistema são residências, as quais constituem 80% do mercado. A proposta agora é ampliar a oferta para comércios, indústrias e prédios públicos para o cumprimento da previsão da Aneel.

Vantagens para a sua empresa

Quem pesquisa sobre a instalação de um sistema fotovoltaico geralmente tem a redução de gastos em mente. Embora não haja consenso na porcentagem exata da economia, visto que isso depende de fatores como a média de consumo mensal em cada estabelecimento, é possível poupar até 95% na conta de luz. Isso acontece porque o sistema de painéis solares é independente e não está sujeito à elevada carga tributária ou à variação das tarifas de eletricidade.

Essa dissociação com a rede elétrica do Brasil, fomentada por usinas hidrelétricas, também elimina a dependência das unidades consumidoras em casos de apagão ou outras irregularidades. Nos últimos anos, o país passou por longos períodos de estiagem que comprometeram a produção de energia hidráulica. Além de afetar a população que necessita de luz em casa, o racionamento pode ser avassalador à produtividade das pequenas e médias empresas.

Mesmo com claros benefícios, a energia solar fotovoltaica necessita de alto investimento inicial na compra e na instalação dos painéis. Rotular essa fonte como “cara”, no entanto, é um mito. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), há chances do preço dos equipamentos ser reduzido em virtude das alterações nas políticas dos países fabricantes, que devem abater os subsídios à fonte solar. Já empresas especializadas na área, como a catarinense Topsun, asseguram o retorno total da aquisição em três a seis anos. Após esse período, o rendimento anual é de até 29%, o que corresponde a quase cinco vezes mais que a poupança.

Uma vez implementada, a estrutura tem garantia de no mínimo 25 anos de vida útil e é de fácil manutenção, com pouca necessidade de limpeza. Nas regiões mais úmidas, a própria água da chuva é suficiente para higienizar os painéis. Em caso de uma posterior venda do imóvel, o sistema serve como um ótimo chamariz e valoriza a propriedade.

A energia do futuro

Com o país na rota da inovação, é compreensível que a energia solar esteja na mira dos novos empreendedores. Trata-se de uma fonte totalmente limpa, visto que o sol é um recurso renovável e inesgotável de energia. O fato de não impactar o meio ambiente e trazer uma alternativa segura para as próximas gerações é o que impulsiona os novos leilões de energia do Governo Federal, as isenções de impostos e as novas opções de financiamento, segundo a ABSOLAR.

No ramo empresarial, o selo da sustentabilidade tem grande peso na fidelização de clientes qualificados. A conscientização ambiental é uma das principais características dos consumidores emergentes que compõem a Geração Z. De olho nesse mercado, é pertinente adotar medidas sustentáveis como forma de fortalecer a imagem da empresa e agregar valor à marca. O uso da energia solar, portanto, pode ser uma estratégia interessante de diferenciação da concorrência.

Para quem está montando seu primeiro negócio, investir em um sistema de energia solar fotovoltaica é um passo importante para preparar sua empresa para o futuro. Com ampla experiência de mercado, a Topsun oferece uma série de soluções para todos os tipos de empreendimentos. Entre em contato pelo site e solicite um orçamento.

Estado licita áreas do Castanhão para geração de energia solar

Energia deve ser consumida pela Cogerh e Cagece

O canal adutor do Castanhão que percorre a Região Metropolitana de Fortaleza deve ter parte de suas margens cedidas à iniciativa privada para a geração de energia solar. Um edital foi lançado, em português e inglês, pela Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) para que uma empresa possa instalar o equipamento e gerir o sistema. Ao todo, o trecho possui 256 quilômetros (km) de extensão, sendo  sendo 201 km, do açude Castanhão até o açude Gavião, mais 55 km (Trecho 5) até as imediações do Porto do Pecém.

A energia gerada, prevista em até 45 megawatts (MW) pico de potência – na modalidade de geração distribuída em módulos de até 5 MW pico -, deverão ser consumidas pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) e pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). A primeira deve contar com até 25 MW pico, enquanto a segunda terá até 20 MW pico.

De acordo com o edital, as propostas poderão ser apresentadas até o dia 30 de outubro de 2018 e a divulgação do resultado da seleção ocorrerá em 3 de dezembro de 2018.

Consumo

“A COGERH tem demandado cada vez mais energia elétrica, para utilizar principalmente em suas estações de bombeamento, de maneira a garantir o fornecimento ininterrupto de água à Região Metropolitana de Fortaleza – RMF, aos distritos industriais localizados nos municípios de Pacajus, Horizonte, Maracanaú e ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) e às atividades agropecuárias do sistema adutor denominado Eixão das Águas”, justifica o documento tornado público pela SRH no último dia 16.

A Cogerh deve consumir, segundo previsto no edital, 2.705 MWh por mês. “Vale ressaltar que estão destacados para este estudo as unidades da Cagece na modalidade de Baixa Tensão, visto que atualmente são as unidades que possuem o maior preço médio por MWh”, ressalta o texto.

Aproveitamento das áreas

Para tornar viável essa geração de energia, devem ser desapropriadas faixas laterais de 100 metros a partir do eixo do canal. “Vislumbra-se, portanto, como forma de aproveitamento produtivo, considerando a disponibilidade das faixas desapropriadas de 100 (cem) metros de cada margem do canal, a utilização de 70 (setenta) metros de cada margem para a geração de energia fotovoltaica, observando os princípios de sustentabilidade socioambiental”, detalha o edital, acrescetando ainda que “considerando ainda, que as áreas expropriadas sofrem frequentes ações invasivas, o uso dessas áreas possibilitaria, como benefício adicional, a segurança territorial do canal nos trechos em que o projeto for implementado”.

Critérios

As empresas ou consórcios interessados em disputar essa geração deverão corresponder aos seguintes critérios: experiência específica relacionada ao serviço, relevância das pesquisas ou avaliações realizadas, qualificação e competência da equipe chave para o serviço e qualificação da metodologia e plano de trabalho.

Desenvolvimento de energia solar na China é destaque, apesar de dificuldades

A China possui capacidade de geração de energia solar como nenhum outro país, detém uma produção total 130 gigawatts. Com todo o investimento capital e científico que o Brasil vem fazendo neste setor de energia a soma produzida não chega a 2 gigawatts. O campeão de tecnologia solar abriga muitas fazendas solares, entre elas a maior fazenda solar do mundo, localizada na região do deserto de Tengger, com capacidade de produzir 1.500 megawatts. O mercado Mais de 60% dos painéis solares do globo são produzidos em terras chinesas, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). O que faz o governo garantir que a grande demanda desses equipamentos seja real, já que existe um considerável interesse econômico. A IEA afirma que a China cumprirá sua meta de capacidade de gerar energia solar em 2020, três anos antes do previsto pelo país. Outro ponto é o aumento de recursos de energias renováveis, uma vez que limpar a matriz energética da China é um objetivo fundamental de política pública em um país em que cerca de 75% da eletricidade é proveniente da queima de carvão. Empecilho geográfico Construir fazendas solares gigantes em meio ao nada possui desvantagens. Cerca de 94% da população chinesa vive na porção leste do país, enquanto apenas 6% habita a região oeste, onde o potencial energético tem maior capacidade. Muitos dos painéis solares estão localizados no lado opostos aos grandes centros que precisam, de fato, deles. O que faz com que o “fator de capacidade”, ou seja, a energia que realmente é utilizada pela população, seja baixa. Pouco menos de um sexto do que é produzido é realmente usado. Os motivos para esse baixo fator de capacidade incluem a falta de controle sobre o clima e a energia perdida no caminho, traçado por quilométricas linhas de transmissão, que conectam as distantes fazendas solares aos locais que precisam da eletricidade.

Fonte: Suno Notícias  

Com investimentos em energia solar, Brasil pode economizar até R$ 7 bilhões na conta de luz em 5 anos

A energia solar segue em expansão no Brasil que é responsável pela geração de energia limpa e sustentável, além da diversificação da matriz elétrica do país. Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, os investimentos em energia solar marcaram um recorde de 18% a mais em comparação com o ano de 2016. A energia solar foi a fonte de energia que mais recebeu investimentos. Segundo o relatório publicado pela ONU, foram mais de US$ 160,8 bilhões de recursos.

Estudos apontam que muitos fatores contribuíram para o expressivo crescimento, porém, os principais são: redução de 75% no preço da energia solar fotovoltaica nos últimos 10 anos e o aumento constante da energia elétrica comum, que acumula uma alta de 499% desde 2012. O investimento em energia solar oferece grande economia nos gastos com energia. Em cinco anos, o Brasil pode economizar até R$ 7 bilhões na conta de luz!

O Brasil possui mais incidência solar do que países como Alemanha, China e Estados Unidos da América. São 5,4 quilowatt-hora por metro quadrado, porém, a instalação de geração fotovoltaica é considerada muito pouca pelo potencial do País, que possui até o momento apenas 1 gigawatt. O crescimento da energia solar é liderado por instalações em residências (80%), no entanto, comércios, indústrias e prédios públicos também fazem parte e contribuem para essa expansão. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estima-se que, até 2024, 886,7 mil unidades consumidoras irão receber créditos dessa energia e, assim, totalizar uma potência instalada por volta de 3,2 gigawatt.

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) afirma que a contratação da energia solar é uma ótima opção para reduzir a conta de luz da população brasileira, ainda mais com os incentivos que estão surgindo atualmente, como, por exemplo, os novos leilões de energia do Governo Federal, isenções de impostos e financiamento para energia solar.

O Brasil possui uma das matrizes mais renováveis do mundo, com aproximadamente 75% de fontes renováveis na oferta de energia elétrica. Percebendo a importância da energia solar, muitos projetos incentivadores estão sendo criados até mesmo pelo Governo para o desenvolvimento dessa fonte de energia no país. A partir da concessão de incentivos, a procura e adesão da geração solar fotovoltaica fica nitidamente maior.

De acordo com dados apresentados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil possui quase 40.000 sistemas de mini ou micro geração distribuída, sendo que mais de 99% ocorrem por meio de instalações de placa solar ou painel solar. A capacidade solar do Brasil, junto ao constante crescimento, pode levar o país a ser uma referência mundial neste segmento! Para saber mais informações e notícias sobre essa fonte de energia e seus inúmeros benefícios, acesse o Portal Solar, maior web site do setor no Brasil. Saiba como adquirir placa solar e painel solar e até mesmo como solicitar um financiamento para energia solar.

Fonte: Exame