Aneel abre discussão sobre subsídios à energia solar

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs a manutenção dos subsídios para consumidores que instalam painéis solares até que a fonte atinja um determinado marco no setor elétrico. A discussão sobre o tema, que ficará em audiência pública entre os dias 24 de janeiro e 19 de abril, gerou polêmica dentro da Aneel e deve movimentar o setor elétrico.

A regra atual, criada em 2012 para incentivar a geração distribuída, confere redução de 80% a 90% nas contas de luz desses consumidores. Para isso, basta ter espaço e dinheiro – um sistema residencial custa de R$ 15 mil a R$ 25 mil. Parte dessa economia é repassada para as tarifas de energia dos demais usuários que não fazem esse investimento.

A proposta para o futuro, antecipada pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), estende o subsídio para consolidação da tecnologia até que as placas solares atinjam 3,365 GW para sistemas locais e de 1,25 GW para sistemas remotos – com distribuição desse volume proporcionalmente ao mercado de cada distribuidora no País.

Para aqueles que já realizaram os investimentos, as regras atuais permaneceriam por 25 anos, e para os que fizerem a partir da vigência da nova regra e até o gatilho, o subsídio seria mantido por 10 anos.

A diretora Elisa Bastos Silva levantou 17 questionamentos à proposta apresentada pelo relator, diretor Rodrigo Limp, principalmente no que diz respeito aos custos com que os demais usuários sem painéis solares teriam que arcar. “Sou favorável à geração distribuída, mas com equilíbrio”, disse. “A manutenção soa injusta, pois imputa aos usuários sem geração distribuída o custo da tecnologia e dos consumidores com acesso ao recursos financeiros a financiamentos”, afirmou.

Elisa destacou o fato de que a maior barreira ao crescimento da geração distribuída era o custo, o que foi resolvido por meio de financiamentos de bancos públicos. A diretora lembrou, no entanto, que a maior parte de usuários está no Sudeste (41%) e no Sul (28%), regiões onde a renda é maior. O Nordeste, onde a incidência solar é muito maior, concentra apenas 17% dos usuários.

“Não é razoável que no Nordeste tenhamos menos usuários do que no Sul. Ou seja, a regra atual não elimina barreiras onde a tarifa é elevada e a renda é deprimida. É preciso investigar o porquê disso. Onde há maior renda e atividade econômica, há mais micro e minigeração.”

O voto de Limp, que propôs a manutenção da política atual até um determinado marco, acolheu a proposta da área técnica. Outra nota técnica da agência reguladora, a respeito da tarifa binômia (que separa o custo da energia da remuneração das redes), avalia que a questão deve ser tratada de imediato devido aos impactos dos subsídios aos demais consumidores.

Limp, disse que o prazo para manutenção da atual política pode ser revisto para algo intermediário e que valha para todos. Sobre o impacto aos demais consumidores, ele disse que o custo ainda é pequeno. “Temos cerca de 50 mil unidades consumidoras num universo de 83 milhões de consumidores. Estamos levantando esse valor”, disse. “Hoje o impacto é mínimo”, acrescentou.

Para discutir o assunto, a Aneel fará audiências públicas presenciais no dia 21 de fevereiro em Brasília, em 14 de março em São Paulo e em 11 de abril em Fortaleza.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, disse que mudanças na regra vigente podem impedir o desenvolvimento da geração distribuída. “Ainda somos meia gota no oceano”, disse.

Já o diretor da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marco Delgado, afirmou que a manutenção da política atual da geração distribuída é insustentável para o setor. Ele disse que, mesmo com a remuneração das redes das concessionárias, o investimento continuaria atrativo para os usuários. Hoje, o retorno do investimento é da ordem de 20% ao ano. Com o pagamento das redes, o retorno se daria em cerca de 12% ao ano, acima da poupança e dos títulos do Tesouro Direto.

Contexto

Atualmente, o País conta com 53 mil sistemas conectados, com potência instalada de 661,3 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade como Curitiba (PR), com cerca de dois milhões de habitantes. Há apenas um mês, eram 48 mil conexões e 592 MW, um crescimento de mais de 10%. Quanto maior o número de usuários com painéis solares, maior a conta dos demais consumidores.

A maior parte do subsídio é dada na taxa de uso da rede. Esses consumidores, também chamados de “prosumidores”, têm acesso a um sistema de compensação: a energia que geram cria créditos, que são descontados do consumo efetivo. Nos sistemas remotos, é possível gerar energia em uma fazenda e usar os créditos no local e em um apartamento a quilômetros de distância, por exemplo.

Por mais que gerem toda a energia que consomem, os prosumidores dependem das distribuidoras, cujas redes funcionam, na prática, como armazenadoras do volume gerado e não consumido. Para injetar a energia gerada pelos painéis de dia, é preciso utilizar a rede de postes e a fiação das empresas, assim como para receber eletricidade à noite.

O valor pago por esses consumidores às distribuidoras corresponde ao consumo líquido – ou seja, a diferença entre o que foi gerado e o que foi consumido. Quem gera mais do que consome paga às empresas apenas uma taxa de disponibilidade da rede, de cerca de R$ 50,00 mensais, valor menor do que a remuneração que deveria ser paga pelo uso das redes. Esses usuários, caso gerem no mínimo o que consomem, também não pagam os subsídios do setor elétrico, conta de R$ 20 bilhões embutida nas tarifas de usuários de todo o País. Em ambos os casos, os demais clientes pagam a parte dos prosumidores.

A redução do custo dos painéis fotovoltaicos, aliada à política de financiamento de geração distribuída de bancos públicos e aos reajustes da conta de luz acima da inflação, gerou uma corrida de clientes à nova tecnologia. Empresas que fazem a instalação dessas placas em residências afirmam que o retorno do investimento se dá em um prazo médio de cinco anos. O BNDES, por exemplo, financia até 100% do investimento, com prazo de pagamento de 120 meses, carência de dois anos e juros a TLP ou Selic.

Fonte: ISTOÉ

Armazenamento da energia solar fotovoltaica: a nova fronteira

Por Ronaldo Koloszuk, Rodrigo Sauaia e Markus Vlasits*

Quando pensamos em baterias, lembramos de dispositivos eletroeletrônicos ou de veículos elétricos. Porém, outros usos de baterias crescem rapidamente no mundo.

Nos Estados Unidos há mais de 800 MWh em bancos de baterias “estacionárias”, ou seja, instaladas na infraestrutura da matriz elétrica ou em consumidores. As baterias estacionárias são usadas para regular e melhorar a frequência e tensão da rede elétrica, para “arbitrar” o consumo em horários de ponta e fora-ponta e para proteger consumidores contra surtos e falhas de fornecimento. Tais usos deverão crescer fortemente, contribuindo para acelerar a transição de geradores baseados em fontes fósseis, poluidoras e mais caras para fontes renováveis, limpas e mais competitivas, porém com perfil de geração variável.

Um fator decisivo para o avanço do armazenamento de energia elétrica é a redução dos custos das baterias. Segundo a Bloomberg New Energy Finance, o preço de baterias de íons de lítio despencou mais de 75% entre 2010 e 2018, sendo a segunda tecnologia que mais se barateou no setor elétrico mundial, atrás apenas da solar fotovoltaica, com redução de 83% no mesmo período.

O barateamento das baterias continuará firme nos próximos anos, aproximando a tecnologia do mercado. Para dispositivos eletroeletrônicos e na mobilidade elétrica, a tecnologia de íons de lítio tem sido a mais indicada, pela maior densidade elétrica em comparação com as opções disponíveis. Já para o uso estacionário existem boas alternativas, com vantagens importantes. Uma delas, por exemplo, é a bateria de fluxo de ferro que, apesar da menor densidade elétrica, é mais resistente à degradação, não é inflamável e não contêm materiais escassos ou de alta toxicidade em sua composição.

E o que esperar do armazenamento no Brasil?

Baterias cada vez mais baratas acelerarão a substituição de geradores a diesel, caros, poluentes e barulhentos, por sistemas híbridos combinando geração solar fotovoltaica e armazenamento. Para os consumidores conectados à rede, em áreas urbanas e rurais, que reclamam das interrupções ou instabilidades no fornecimento de eletricidade, as baterias serão parte da solução. Adicionalmente, muitos consumidores em média tensão, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, pagam tarifas elevadíssimas no horário ponta e as baterias ajudarão a reduzir estes custos.

Baterias também serão um ativo valioso para as distribuidoras: além de melhorar a qualidade do fornecimento de energia elétrica, o armazenamento permite a expansão mais eficiente das redes de distribuição, aliviando os picos de demanda em momentos de consumo elevado. Em 2017, a ANEEL aprovou 23 projetos de P&D de armazenamento por meio da Chamada de P&D Estratégico nº 21/2016, atualmente em fase de implantação. Adicionalmente, estão sendo desenvolvidos os primeiros projetos comerciais no Brasil, em regiões como Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.

Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o setor solar fotovoltaico, o armazenamento competitivo é tema de grande interesse: ele proporcionará mais valor e novas funcionalidades aos sistemas solares fotovoltaicos, trazendo aos consumidores maior liberdade e autonomia, e contribuindo para ampliar a participação da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira. Com isso, ofereceremos novos serviços e opções, como uma gestão precisa da geração e do consumo locais, a criação de microrredes e comunidades de compartilhamento e armazenamento da geração solar fotovoltaica, e o aumento do poder de decisão do consumidor, usando a rede elétrica quando for vantajoso e protegendo os consumidores de custos elevadados.

Armazenamento e energia solar fotovoltaica, cada vez mais competitivas, seguirão juntas, abrindo as portas para novas oportunidades de negócio e de crescimento no setor elétrico brasileiro.

*Ronaldo Koloszuk é presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

*Rodrigo Sauaia é CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

*Markus Vlasits é coordenador da força-tarefa de Armazenamento Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

Fonte: Segs

Programas de incentivo atraem indústria de produção de células fotovoltaicas para o Tocantins

A empresa Grupo Balfar Indústria Fotoelétrica/AS, de São Paulo, vai investir US$ 2 bilhões de dólares para o funcionamento de uma indústria voltada para a produção de células fotovoltaicas no Tocantins, com intermédio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). A previsão é que a indústria seja instalada no segundo semestre de 2019 em local ainda a ser definido, com a expectativa de geração de cerca de mil vagas de trabalho.

A instalação da indústria no Estado foi confirmada após a assinatura de Carta de Intenção junto ao diretor-presidente do Grupo Balfar, Antonio de Paula Barbara. O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Leonardo Cintra, adiantou que a empresa Balfar analisou os incentivos oferecidos pelo Governo do Tocantins, por meio do trabalho desenvolvido pela Semarh com a Política Estadual de Incentivo à Geração e ao Uso da Energia Solar (Pró-Solar).

Outro avanço na área, segundo o gestor estadual, Leonardo Cintra, são os indicadores do Atlas Solarimétrico do Tocantins, lançado no segundo semestre de 2018, que informam precisamente o nível de radiação solar em todo o território estadual. “O Tocantins tem um enorme potencial para desenvolver e aproveitar a energia solar fotovoltaica, contribuindo com o meio ambiente, mas também aproveitando como uma tecnologia que vem trazer não só energia elétrica, mas toda essa capacidade para a geração de empregos, novas oportunidades de negócio e investimentos para diversificar a matriz elétrica do Tocantins”, afirmou.

Atualmente, o Governo do Estado do Tocantins, conforme ressalta Cintra, já concede benefícios fiscais para o desenvolvimento da cadeia produtiva da energia solar, dentre eles a Isenção do ICMS (alíquota de 18%), até 2021, na compra de equipamentos, componentes e materiais para a instalação de sistema de energia solar, de empresas sediadas no Estado do Tocantins.

Conforme o Grupo Jorima, parceiro da Balfar Solar no Tocantins, o Estado possui maiores condições de competitividade para o investimento, pois tem grande incidência de raios solares, além de incentivos fiscais, poder de diálogo entre o setor privado e público e infraestrutura. Os módulos fotovoltaicos são instrumentos utilizados para transmutar energia solar em elétrica, a empresa estima que o empreendimento deve gerar em torno de mil empregos entre diretos e indiretos.

Balfar Solar

No Brasil, a empresa Balfar Solar é pioneira na fabricação própria de painéis fotovoltaicos e estruturas de fixação para telhados de cerâmica, zinco, laje, estruturas de solo e garagens solares. Além da fabricação de painéis e estruturas, possui ainda portfólio completo de produtos e acessórios para montagem, instalação e manutenção dos sistemas geradores fotovoltaicos residenciais e comerciais.

Alsol implanta sistema fotovoltaico em clube de Uberlândia

Foram instaladas 156 placas no telhado da academia de musculação da Associação, num total de 40 kWp que a tornará autossustentável em energia. Previsão é de neutralização de 7 toneladas de CO² ao ano

Numa parceria com a Alsol Energias Renováveis – empresa acelerada pelo grupo Algar, o Praia Clube inaugurou sua primeira usina fotovoltaica em Uberlândia (MG). As primeiras 156 placas foram instaladas sobre o telhado da Academia de Musculação, tornando-a autossustentável em energia, num investimento que será pago pela economia gerada em menos de seis anos.

Além disso, cerca de sete toneladas de CO² deixarão de ser emitidas na atmosfera ao ano, o que reforça as ações de responsabilidade socioambiental do Clube. O excedente da energia gerada na usina poderá ser consumido em outras partes do complexo de lazer, que ocupa uma área de 303 mil metros quadrados.

O presidente eleito do Praia Clube, Carlos Augusto Braga, comentou sobre o engajamento da instituição na área. “O processo de implementação inerente à energia sustentável deve ser contínuo. No mundo, inúmeras empresas têm priorizado esforços para mitigação dos impactos ambientais. A UFV é apenas o começo do nosso projeto de expansão de autossustentabilidade energética”.

Braga ressaltou que o investimento será pago pela economia proporcionada pela energia 100% limpa em menos de oito anos. “No próximo triênio 2019/2021, novas ações de sustentabilidade e energias renováveis serão implementadas, Certamente, estaremos ainda mais envolvidos neste segmento na próxima década”, revelou.

Para o presidente da Alsol, Gustavo Malagoli, a sustentabilidade ambiental é um valor intrínseco de uma instalação fotovoltaica, visto que com a utilização da energia elétrica gerada a partir de uma fonte renovável e inesgotável, como sol, evita-se parcialmente o uso de energia proveniente da matriz energética convencional. “Isso impacta diretamente na emissão do gás de efeito estufa”, completou.

Ainda segundo o executivo, para se ter uma ideia da capacidade da usina do Praia Clube, a potência de 40 kWp instalada é suficiente para manter em funcionamento 127 refletores, 66 esteiras, 48 ares-condicionados, 79 escadas ergométricas e 140 televisores de 42” por, no mínimo, 8 horas por dia, ao longo de 25 dias.

Fonte: Canal Energia

Preço dos painéis solares fotovoltaicos em queda, qual a razão?

Alguns investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) estiveram a analisar a tendência do preço da energia solar nas últimas quatro décadas e verificaram as causas da sua queda contínua.

Através de um relatório disponibilizado em novembro, os investigadores do MITidentificaram que o desenvolvimento e a pesquisa (P&D), bem como as melhorias na eficiência das células solares fotovoltaicas são os principais fatores que ajudaram a diminuir 99% dos custos.

Razões para o preço dos painéis solares fotovoltaicos estar em queda?

Para obterem uma análise mais fidedigna, os investigadores dividiram os fatores de redução de custo do módulo solar em três categorias:

Mecanismos de baixo nível

Responsáveis por afetar diretamente o custo da tecnologia, nomeadamente o silício. Entre 1980 a 2012 representaram 24% das quedas nos custos gerais e descobriu-se que a eficiência das células solares fotovoltaicas era a mais importante. Apesar disso, existem mais cinco mecanismos de baixo nível que também contribuíram para essa redução em, pelo menos, 10%.

Mecanismos de alto nível

Têm impacto sobre os fatores de baixo nível (por exemplo, economias de escala) e o mais importante é o P&D. Este mecanismo foi especial para diminuir os custos entre 1980 a 2001 e o que teve maior impacto na diminuição dos custos de energia fotovoltaica.

De acordo com os investigadores do MIT, o impacto de políticas também estimulam o mercado, nomeadamente as tarifas feed-in. E, os principais fatores que contribuem para diminuir os custos não são estáticos ao longo do tempo.

Alterações na eficiência fotovoltaica

Entre 1980 a 2001 ocorreram grandes mudanças na eficiência da energia fotovoltaica sendo que, na década seguinte, a maior contribuição teve origem no aumento do tamanho das usinas. Assim, entre 2001 a 2012, a importância do P&D diminuiu e o impacto das economias no fabrico cresceu.

Queda no preço da energia fotovoltaica

Segundo a professora adjunta do MIT, o estudo comprovou que a diminuição espetacular no preço da energia fotovoltaica deveu-se à presença de múltiplos mecanismos. Jessika Trancik afirma que a pesquisa sugere que também possam ajudar a diminuir ainda mais os custos no futuro.

“As variáveis mais influentes são a eficiência, o tamanho da fábrica e os custos de materiais que não são silício”, diz Jessika. Desta forma, o tamanho das plantas é um fator importante para obter grandes lucros adicionais.

Por sua vez, o analista sénior da energia solar da Wood Mackenzie Power & Renewables, Ben Gallagher disse “Todas essas coisas estão intimamente ligadas. Agora é quando estamos a começar a ver desenvolvimentos mais interessantes na arquitetura celular e na maneira como os módulos são projetados”.

Inicialmente, os reduzidos custos iniciais eram liderados por investimentos P&D, especialmente na América do Norte e na Europa. Mas, posteriormente, a China interveio e apoiou a produção local, permitindo que as empresas escalassem rapidamente.

Gallagher confirma “Todas as entradas de material para fazer um painel solar ainda estão a cair”, ou seja, o equipamento para produzir as células está a tornar-se mais eficiente e, ao mesmo tempo, diminui o consumo de energia.

Segundo a Wood Mackenzie, a previsão para os preços dos módulos podem cair até 0,30 dólares por watt e 0,18 dólares por watt-DC nos próximos cinco anos. Isto significa uma queda de 40%! E, os principais fatores que estão a contribuir para esse resultado é a utilização de serras de diamante e a crescente automação das fábricas.

Gallagher sugere que, para os módulos solares em instalações em grande escala, eles representam menos de um terço do custo total de desenvolvimento da fábrica. “Mas, mesmo que os preços dos módulos não diminuam, a energia solar continuará competitiva nos custos com gás natural e carvão na maioria dos países.”, afirma o analista sénior.

Fonte: Portal Energia

Nova Célula solar fotovoltaica consegue converter 41% da luz em energia

Célula solar fotovoltaica estabelece novo recorde de eficiência, uma nova célula solar de elevada concentração é capaz de converter mais de 41% da luz captada em eletricidade.

Esta também é conhecida por CPV (Concentrator Photovoltaics), sendo caraterizada por utilizar lentes, espelhos curvados e outro tipo de óticas para concentrar a radiação solar nas células fotovoltaicas com o objetivo de gerar eletricidade.

Foi com esta tecnologia que recentemente se alcançou o recorde de eficiência de conversão de luz solar em eletricidade.

Qual a tecnologia da nova célula solar fotovoltaica?

Esta tecnologia tem por base células solares de multiunião, bem como a interação perfeita entre a célula fotovoltaica e a ótica do módulo. A eficiência alcançada foi de 41,4%, sendo que foi o valor mais elevado jamais medido num painel fotovoltaico!

ESTE RECORDE FOI REGISTADO NO PROJETO CPVMATCH, QUE É FINANCIADO PELA UNIÃO EUROPEIA, ONDE PARTICIPARAM VÁRIOS CONSÓRCIOS DE VÁRIAS EMPRESAS E INSTITUIÇÕES DE INVESTIGAÇÃO!

Este tipo de sistemas fotovoltaicos de elevada concentração (HCPV) garantem eletricidade renovável com a maior eficiência de conversão e por isso, um baixo uso de recursos, especialmente em regiões com elevada irradiação solar direta.

Essa irradiação solar direta faz com que ao se usar lentes e concentradores se possa gerar eletricidade usando células fotovoltaicas mais pequenas, esperando-se que no futuro este tipo de tecnologia possa baixar o custo dos painéis, bem como a diminuição do uso de recursos.

Esta tecnologia usa células solares de união múltipla, constituídas por semicondutores compostos. Pois desta forma as células solares têm várias subcélulas sobrepostas, umas sobre as outras, convertendo a irradiação solar de modo mais eficiente! Cada uma dessas subcélulas absorve melhor um determinado espetro de radiação, aumentando ainda mais a eficiência.

Mais, as lentes óticas concentram a luz solar nas células solares mais pequenas. E para terminar a maximização da eficiência, os painéis fotovoltaicos são montados sobre um sistema de dois eixos que seguem a trajetória do sol durante o dia.

Sustentabilidade a longo prazo é o objetivo

As equipas a desenvolverem esta tecnologia de maximização da eficiência das células solares pretendem a curto prazo a implementação industrial dos painéis fotovoltaicos de elevada concentração, para reduzir a lacuna entre os resultados da investigação e da produção industrial.

Andreas Bett, diretor do instituto de Fraunhofer ISE diz “A energia fotovoltaica está no seu auge em todo o mundo, e vemos um grande potencial para esta tecnologia de particularmente eficiente. Pois diminui significativamente o uso de recursos para converter a energia solar por unidade de área e por isso contribui para uma maior sustentabilidade”.

Estação de Samambaia Sul começará a operar com energia solar

Essa é a segunda estação do metrô com placas fotovoltaicas que convertem a luz solar em energia elétrica. A primeira a ganhar esse sistema foi a estação Guariroba, em Ceilândia, em 2017

O Distrito Federal terá a segunda estação de metrô com captação de energia solar. Ela fica em Samambaia Sul. O novo sistema lançado nesta sexta-feira (21/12), depois da Estação Guariroba, em Ceilândia, inaugurada como a primeira de energia solar em outubro de 2017. A previsão é que o metrô economize, em média, R$ 155 mil por ano com a conta de energia.

A estação terá placas fotovoltaicas que convertem a luz solar em energia elétrica. O Sistema de Energia Solar Fotovoltaica (SESFV) terá 561 painéis capazes de gerar 308 mil kWh (quilowatts-hora) por ano, equivalente a 100% do consumo da Estação Samambaia Sul.
O sistema está conectado à rede da distribuidora local e o excedente da energia solar vai beneficiar todo sistema metroviário de Brasília. O valor do contrato com a empresa vencedora da licitação é de R$ 883.985,99. As placas fotovoltaicas possuem garantia de eficiência de 25 anos.
Essa será a segunda estação de metrô com essas características não apenas em Brasília, mas na América Latina. As outras estações de metrô no mundo que já têm placas fotovoltaicas são Milão, Nova Iorque e Nova Deli.

Palmas Solar mantém fomento a energia solar

O Palmas Solar, programa que oferece incentivos para geração de energia fotovoltaica, tem estimulado mais do que a transformação de unidades consumidoras de energia elétrica em unidades geradoras autossuficientes.

Atualmente Palmas tem 90 imóveis residenciais e comerciais gerando energia solar e 40 novas empresas atuando no segmento para atender esse mercado que segue em expansão.

A projeção para 2019 é de que sejam movimentados R$ 7,8 milhões no segmento local. A expectativa é resultado de análise da Secretaria Municipal de Extraordinária de Assuntos Estratégicos, Captação de Recursos e Energias Sustentáveis que avalia que a projeção de um setor que pode e irá crescer ainda mais em razão do seu potencial econômico.

Essa prospecção e os projetos desenvolvidos pelo programa Palmas Solar foram apresentados a empresários e entidades durante o workshop Energia Solar: Cenário, Perspectivas e Oportunidades. A apresentação foi realizada pelo superintendente de Convênios, Jean Miranda e os assessores técnicos da pasta, Lorena Costa e Pitágoras Melo Sobrinho.

“Palmas tem duas estações bem definidas e em que há grande potencial de aproveitamento da energia solar enquanto energia limpa.

O aproveitamento deste potencial é uma grande oportunidade. Temos projetos interessantes em andamento e que podem colocar Palmas como um exemplo a ser seguido por todo o País”, afirmou o superintendente.

O projeto do Parque Solar é um destes projetos. Sua meta é tornar autossuficientes todos os prédios públicos do Município de Palmas e reaver o investimento de R$ 50 milhões em até cinco anos.

Outro projeto em andamento estimula a troca de toda a frota de táxi da cidade por veículos elétricos. A intenção é tornar Palmas a primeira capital no País com uma frota de táxi não mais dependente de combustível fóssil.

Também em andamento está o projeto que fomenta parcerias do Município com instituições públicas e privadas de ensino para formação de profissionais habilitados a atuar no segmento de energia fotovoltaica, a exemplo do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ambas as instituições já oferecem cursos voltados para a área em questão.

Investimentos

Na ocasião, o grupo Jorima anunciou investimento superior a R$ 2 milhões em projetos que vão garantir a introdução do grupo no mercado de energia renovável.

Para isso foram instaladas placas de energia solar na empresa e que tornarão a sede do grupo, em Palmas, autossuficiente na geração e consumo de energia.

“A entrada nesse segmento promissor é uma oportunidade que identificamos de estarmos contribuindo com o meio ambiente. Estamos investindo de forma diferenciada. Não somos concorrentes e, sim, parceiros”, afirmou o diretor-presidente do grupo Jorima, Joseph Madeira.

Além da unidade de geração de energia que garante geração autossuficiente para a sede do grupo, a empresa pretende desenvolver projetos voltados para energia distribuída a clientes do segmento residencial, comercial, rural e público.

“Traremos alternativas que oferecerão economicidade de pelo menos de 30% para nosso futuro cliente comparado ao consumo de energia convencional. Mas este é um segundo projeto.

O primeiro projeto já foi executado e garantiu queda na nossa conta de energia, que caiu de R$ 12 mil por mês para cerca de R$ 750, que consistem em encargos e taxas.

Também nos beneficiamos com o programa Palmas Solar com redução do IPTU”, adiantou o gerente de Energia do Grupo Jorima, Francisco de Paula Vitor Moreira.

O grupo, assim como todos os 90 consumidores pessoa física e jurídica que já são beneficiados pelo programa municipal, recebe como incentivo à geração de energia fotovoltaica desconto de até 80% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por cinco anos e desconto no Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) na primeira transferência de imóvel.

Fonte: Ambiente Energia

Prédio da Câmara Municipal de Presidente Prudente receberá instalação de placas de captação de energia solar

Por G1 Presidente Prudente

A Câmara Municipal de Presidente Prudente instalará placas de captação de energia solar no prédio Doutor Pedro Furquim, onde funciona a Casa de Leis prudentina.

Para isso, a Comissão de Compras e Licitações do Poder Legislativo realizou licitação, por meio de pregão presencial, para contratação de uma empresa especializada para o fornecimento de equipamentos, com instalação e legalização do sistema de microgeração de energia solar (sistema fotovoltaico). A mesma foi homologada na última semana, segundo a Câmara.

A ação foi motivada pela Mesa Diretora do 1º Biênio da 17ª Legislatura, que implantou a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) durante seu mandato.

De acordo com o presidente da comissão, Danilo de Almeida Zagatti, a expectativa é que o equipamento “se pague” com a economia da energia proporcionada em aproximadamente quatro anos.

“Se fizermos um cálculo cru, sem imaginar as variáveis de temporalidades que podem ocorrer, é isso que deve acontecer. A licitação obteve um valor bem abaixo dos orçamentos iniciais. Será pago R$ 240 mil. Como a Câmara gasta, hoje, cerca de R$ 6 mil por mês em média com energia, são 40 meses para cobrir o custo. Ou seja, pouco menos de quatro anos, mas, ainda assim, projetamos uma folga de oito meses”, explicou o servidor, que também é engenheiro ambiental.

Por fim, Zagatti ainda acrescentou outro cálculo sobre economia que a Câmara de Prudente deve alcançar. “As placas têm garantia de 25 anos. Se retirarmos o custo e elas mantiverem a eficiência ao longo da garantia, elas ainda gerarão uma economia de R$ 1,5 milhão aos cofres públicos”, explicou o presidente da comissão gestora da A3P.

Além de Zagatti, a comissão gestora da A3P é formada pelos servidores de carreira Fernando Batoqui França e Lenon Fachiano Silva.

A3P

A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) foi implantada neste 1º Biênio da 17ª Legislatura da Câmara Municipal de Presidente Prudente. Este é um programa do Ministério do Meio Ambiente que objetiva estimular os órgãos públicos do país a implementarem práticas de sustentabilidade.

A adoção da A3P demonstra a preocupação do órgão em obter eficiência na atividade pública enquanto promove a preservação do meio ambiente. Ao seguir as diretrizes estabelecidas pela Agenda, o órgão público protege a natureza e, em consequência, consegue reduzir seus gastos.

O programa A3P se destina aos órgãos públicos das três instâncias: federal, estadual e municipal; e aos três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. É uma agenda voluntária – não existe norma impondo e tampouco sanção para quem não segue as suas diretrizes.

A implantação da energia solar é uma das ações da comissão da A3P na Câmara de Presidente Prudente. Dentre as iniciativas já em andamento, citam-se a troca gradativa de lâmpadas comuns fluorescentes por novas lâmpadas de LED, que duram mais e consomem menos energia; instalação de sensores de presença em locais apenas de passagem, evitando que a luz fique sempre ligada; aquisição e instalação de bebedouros ligados à rede hidráulica, que reduz o consumo de água em garrafas pet que poluem o meio ambiente; e a iniciativa “Adote um copo”, que visa reduzir o consumo de copos plásticos.

Fonte: G1

Energia solar: custo de equipamentos pode cair à metade em dez anos

Essa é a fonte energética que mais tende a crescer no país. Eólica deslancha e deve assumir o 2º lugar na matriz

RIO – Um crescimento explosivo é esperado para os próximos anos na geração de energia eólica e solar, que respondem, respectivamente, por 8,12% e 0,95% da matriz elétrica brasileira. São 568 parques eólicos e mais de sete mil aerogeradores em 12 estados. A solar ainda tem presença incipiente, mas é na qual se espera o maior avanço. O consultor Antonio Bolognesi, da Opperman Engenharia e Consultoria, estima que, com o aumento da demanda por essa fonte, o custo dos equipamentos deve cair à metade em dez anos, impulsionando o crescimento da geração distribuída (feita pelo próprio consumidor).

— Em 2012, havia apenas uma instalação de energia fotovoltaica ligada no sistema. Agora, temos de 40 mil a 50 mil ligações. Nos próximos cinco a dez anos, chegaremos a um milhão — diz Bolognesi.

A superintendente de Energia do BNDES, Carla Primavera, confirma o potencial de crescimento e diz que o mercado de renováveis tem despertado grande interesse de investidores internacionais. O BNDES foi o primeiro banco brasileiro a emitir Green Bonds, títulos lastreados em projetos de energia eólica e solar. Levantou US$ 1 bilhão — o equivalente a R$ 3,8 bilhões — com a emissão, mas a demanda foi cinco vezes maior.

O avanço dessas duas fontes de energia levanta discussões sobre a necessidade de manutenção dos subsídios. Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), diz que, em breve, a eólica ocupará o segundo lugar na matriz elétrica, superando a energia gerada com biomassa.

Para ela, nenhuma fonte de energia precisa mais de subsídio hoje porque, desde 2013, o Brasil faz leilões de energia por fonte, o que permite que as características de cada uma sejam levadas em conta na precificação. Mas Elbia aponta ser necessária uma reforma estrutural no setor elétrico, para incorporar as inovações tecnológicas recentes.

Já Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSolar) cobra a criação de uma política para essa fonte de energia, por exemplo nos programas de habitação popular e prédios governamentais. Além disso, diz ser preciso desenvolver uma política industrial para fabricar módulos fotovoltaicos no país. Hoje, a carga tributária para a indústria chega a 50%, o que inviabiliza a competição com o produto importado.

Fonte: O GLOBO